Empresário é suspeito de agredir esposa e mantê-la em cárcere privado, em bairro nobre de João Pessoa
Delegacia da Mulher, em João Pessoa — Foto: Divulgação/Secom-PB
Uma mulher denunciou ter sido mantida em cárcere privado no quarto e agredida por horas pelo próprio marido na madrugada da terça-feira (23), no bairro de Manaíra, em João Pessoa.
Ela conseguiu fugir para a casa de uma tia, que chamou a polícia. A mulher foi levada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e passou por exame de corpo de delito. A vítima estava com o rosto e barriga machucados e muito abalada.
Ainda segundo a polícia, a vítima é psicóloga e já havia sido vítima de agressões em outro relacionamento. O suspeito é o empresário do ramo de refrigeração Lucas Dantas Rabelo. De acordo com a polícia, ele é usuário de drogas.
Justiça concede medida protetiva
De acordo com informações presentes em documentos aos quais o portal teve acesso, a mulher, que é psicóloga, foi surpreendida pelo marido que a acordou pressionando o joelho dele contra o seu pescoço, a sufocando.
A vítima perdeu parcialmente a consciência e, quando acordou, o suspeito já havia saído, e ela percebeu que estava trancada.
Quando o homem voltou ao local, com sinais de efeito de drogas, jogou a vítima no chão e tomou seu celular. Diversas marcas de agressão foram constatadas no corpo da vítima, provocadas por socos, chutes e empurrões.
Ela conseguiu fugir para a casa de uma tia, que chamou a polícia. A mulher foi levada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e passou por exame de corpo de delito.
Segundo a vítima, ela já foi alvo várias vezes de violência física e psicológica praticadas pelo marido, mas nunca havia denunciado por medo. A vítima e o agressor estavam junto há cerca de três anos e não possuem filhos em comum.
Ainda segundo documentos aos quais o portal teve acesso, o empresário Lucas Dantas Rabelo já havia sido denunciado em 2002 por violência doméstica contra outra mulher.
O suspeito ainda não se apresentou à Polícia até a última atualização dessa notícia, no início da madrugada desta quarta-feira (24).
De acordo com a delegada Sileide Azevedo, o empresário não é considerado foragido porque não há um mandado de prisão e ele não foi preso em flagrante no local em que a guarnição da Polícia Militar atendeu a ocorrência. O suspeito será intimado para prestar depoimento, mas se não comparecer e a delegada entender que é necessário, pode ser solicitado um mandado de prisão preventiva.