Entenda ataque na UEPB que matou um homem dentro de copiadora

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Crime aconteceu em um dos estabalecimentos da UEPB — Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba

Um homem, identificado como Keine Diniz, de 40 anos, foi morto a tiros na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), dentro da copiadora que era sócio, na última quinta-feira (3). O suspeito, Flávio Medeiros, atirou na própria cabeça e morreu na sexta-feira (4) no Hospital de Trauma de Campina Grande.

O ataque aconteceu em horário de aulas, causando pânico em estudantes, professores, funcionários e outras pessoas que circulavam pelo campus da UEPB no momento.

Veja abaixo as explicações sobre o caso.

O que aconteceu?

Um homem, identificado como Keine Diniz, foi morto a tiros na noite da quinta-feira (3) dentro da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande. Segundo a Polícia Militar, outro homem também foi baleado. O suspeito é Flávio Medeiros.

Os alunos se assustaram com os tiros, e o prédio foi evacuado. A reitoria da UEPB descartou a possibilidade de atentado e afirmou que se trata de um crime de ordem pessoal.

A Polícia Civil afirmou que a vítima foi morta por diversos disparos de arma de fogo em uma das copiadoras da universidade. A Polícia Militar foi acionada e se dirigiu ao local.

Vídeo mostra reação de estudantes ao tiroteio

O tiroteio interrompeu uma aula no prédio da Central de Aulas da UEPB. Por volta das 20h20, estudantes apresentavam um trabalho quando disparos de arma de fogo foram ouvidos.

No vídeo (veja clicando aqui), é possível vê-las se entreolhando, confusas. Quatro segundos depois, mais três disparos interromperam a apresentação.

Em meio ao caos, alunos e a professora se agacharam no fundo da sala, improvisando uma barricada com mesas para se proteger. Uma das alunas ligou para a Polícia Militar e relatou o ocorrido.

Motivação do crime

Segundo a Polícia Civil, o suspeito, Flávio Medeiros, não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa. Além disso, descobriu que ela estaria se relacionando com a vítima, Keine Diniz.

De forma premeditada, o suspeito foi até a UEPB, na noite da quinta-feira (3), onde a vítima estava, e atirou várias vezes. O homem ainda tentou entrar na escola onde a ex-esposa estava trabalhando, no bairro Três Irmãs, há cerca de 20 minutos do local do crime, mas não conseguiu.

Em seguida, de acordo com a Polícia Civil, o suspeito dirigiu até uma estrada da cidade e atirou na própria cabeça. Ele foi socorrido em estado grave no Hospital de Trauma de Campina Grande e morreu na manhã da sexta-feira (4).

A Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande informou, em nota, que após a tentativa frustrada de invasão na Escola Municipal Mariinha Borborema suspendeu as aulas noturnas da unidade como medida protetiva, já que o suspeito estava foragido. A decisão também considerou o possível impacto emocional na comunidade escolar.

A professora envolvida, que atua em turnos diferentes, receberá suporte junto aos demais afetados, segundo a Secretaria. As atividades serão retomadas na segunda-feira (7).

Outros feridos

De acordo com o Hospital de Trauma de Campina Grande à TV Paraíba, outro homem foi atingido com um dos tiros. Ele está internado com quadro clínico estável.

Compareceram também à unidade de saúde, mas já foram liberados, uma estudante que, com medo, pulou do primeiro andar do prédio ao ouvir os tiros, e um idoso de 60 anos que teve um pico de pressão por causa do susto.

Aulas suspensas na UEPB

A UEPB suspendeu as aulas por uma semana desde a sexta-feira (4) até o dia 11 de abril e informou que vai reforçar medidas de segurança na universidade.

Durante esse período, as atividades administrativas serão realizadas de forma remota. “Essa medida emergencial visa garantir a segurança da comunidade universitária, permitindo que possamos, juntamente as autoridades de segurança pública tomar medidas de controle de acesso nas dependências da Instituição”, diz a nota.

Em entrevista, também na manhã da sexta-feira (4), o chefe de gabinete da reitoria, Luciano Albino, explicou: “A reitora considerou necessário planejar ações específicas para ampliar a segurança, como câmeras, vigilantes e monitoramento com a Polícia Militar, que já atua na instituição. Agora, vamos intensificar essas medidas com uma comissão formada por representantes da UEPB e da polícia, buscando aprimorar nossa política de proteção.”

Polícia Civil aponta que arma usada no crime estava legalizada

A Polícia Civil confirmou, em coletiva na sexta-feira (4), que Flávio Medeiros utilizou uma pistola calibre 38 comprada e registrada legalmente em janeiro e que o crime foi motivado por vingança, de forma premeditada.

A investigação descartou a hipótese de atentado coletivo, classificando o caso como “crime de proximidade” – motivado por conflitos pessoais.

A polícia também destacou que Medeiros frequentava um clube de tiro e planejou o ataque com antecedência.

As perícias e a análise de imagens do local devem ser concluídas em 30 dias.

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