Entenda como China e Cuba escolhem seus líderes e por que Lula afirma que nesses países ‘não há polarização’

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Lula. Foto: Reprodução

Em sua entrevista ao Jornal Nacional na quinta-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma resposta sobre a polarização no Brasil e como contraponto citou dois países: Cuba e China.

“A polarização é saudável no mundo inteiro. Polarização tem nos Estados Unidos, tem na Alemanha, tem na França, tem na Noruega, tem na Finlândia, tem em tudo quanto é lugar; não tem polarização no Partido Comunista Chinês, não tinha polarização no Partido Comunista Cubano”, afirmou ele.

Veja abaixo como funciona a escolha dos líderes na China e em Cuba.

China

Na China até existem outros partidos, mas, na prática, eles endossam o que o Partido Comunista Chinês decide.

O Partido Comunista Chinês faz seu congresso (ou seja, uma reunião para tomar decisões) a cada cinco anos —haverá um em 2022. É nesse congresso que se decide quem será o líder do partido e, por extensão, o presidente da China, o país com a maior população no mundo.

O partido tem mais de 2.000 delegados. Nos anos de eleição, viajam até Pequim para realizar o congresso. A portas fechadas, esses delegados elegem um Comitê Central, que tem cerca de 200 membros.

É esse Comitê Central que escolhe quem será o secretário-geral do partido.

Presidente chinês, Xi Jinping, vota em uma proposta para elaborar uma lei de segurança em Hong Kong durante a sessão de encerramento do Congresso Nacional do Povo, em Pequim, nesta quinta-feira (28). O parlamento da China aprovou o projeto da lei de segurança nacional a Hong Kong — Foto: Nicolas Asfouri / AFP
Presidente chinês, Xi Jinping, vota em uma proposta para elaborar uma lei de segurança em Hong Kong durante a sessão de encerramento do Congresso Nacional do Povo, em Pequim, nesta quinta-feira (28). O parlamento da China aprovou o projeto da lei de segurança nacional a Hong Kong — Foto: Nicolas Asfouri / AFP

O Comitê Central não elege apenas o secretário-geral do Partido Comunista Chinês, mas, também, o núcleo duro do governo (conhecido como politburo, que era a palavra dos tempos da União Soviética).

Cuba

O sistema político cubano é de partido único ( no caso, o Partido Comunista). Há um protocolo para a escolha do presidente: há eleições gerais para a Assembleia Nacional, e os representantes escolhem o presidente.

Em Cuba só houve sucessão no poder duas vezes. Da primeira vez, em 2006, Fidel Castro, já enfraquecido, entregou a presidência a seu irmão Raúl, que era o segundo na linha de comando do Partido Comunista de Cuba desde 1965. Em 2011, Raúl também assumiu o controle do partido.

Em 2018, Raúl Castro apontou Miguel Díaz-Canel como presidente, e a Assembleia Nacional o elegeu de forma quase unânime.

Miguel Díaz-Canel participa de comício com apoiadores em Havana, capital do país — Foto: Alexandre Meneghini/Reuters
Miguel Díaz-Canel participa de comício com apoiadores em Havana, capital do país — Foto: Alexandre Meneghini/Reuters

Em abril do ano passado, Díaz-Canel também foi eleito o líder do partido e, dessa forma, passou a centralizar o poder no país.

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