EUA diz esperar que candidatos respeitem resultado da eleição no Brasil

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Jair Bolsonaro e Joe Biden. Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

Após a reportagem da agência Bloomberg informando que o presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, para se reeleger neste ano, a Casa Branca afirmou que espera que “os candidatos respeitem o resultado constitucional do processo eleitoral”. A informação foi recebida e divulgada pela BBC News Brasil.

“Falando amplamente, temos total confiança no sistema eleitoral do Brasil. Em uma democracia consolidada como a brasileira, esperamos que os candidatos respeitem o resultado constitucional do processo eleitoral”, disse um porta-voz da Casa Branca.

A declaração do governo estadunidense ocorre uma semana após a reunião bilateral entre Bolsonaro e Biden, em Los Angeles, durante a Cúpula das Américas.

No encontro entre os dois chefes de Estado, Bolsonaro defendeu que as eleições de outubro sejam “limpas, confiáveis e auditáveis”.

Os comentários do presidente são respostas às alegações, sem provas, feitas por ele mesmo, de que as urnas eletrônicas não são confiáveis. Na maioria das últimas pesquisas eleitorais divulgadas, Bolsonaro, que tenta a reeleição, tem aparecido em segundo lugar, atrás do ex-presidente Lula (PT).

Pedido de ajuda

Segundo reportagem da Bloomberg, publicada no último sábado (11/6), Bolsonaro pediu para que Biden o ajudasse a se reeleger este ano.

O veículo atribui a informação a “pessoas familiarizadas com o assunto”. A reportagem afirma também que o presidente brasileiro se referiu a Lula como “esquerdista radical” e “contrário aos interesses americanos” e que Biden apenas mudou de assunto diante da fala.

Tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Estado e o Conselho de Segurança Nacional dos EUA afirmaram à BBC News Brasil que não iriam desmentir ou confirmar o teor da reportagem.

“Os Estados Unidos expressaram em várias ocasiões confiança nas instituições democráticas do Brasil e respeito pelo forte histórico do Brasil de eleições livres e justas”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

Bolsonaro negou, nesta terça (14/6), em entrevista à rádio CBN Recife, que tenha feito tal pedido.

“Não existe isso aí. Teve uma reunião bilateral ampliada, com 20 pessoas presentes, 30 minutos de conversa e depois pedi uma reservada com Joe Biden. O que nós tratamos ali é reservado, cada um pode falar o que bem entender. Agora, (a Bloomberg) não cita fontes, ‘segundo tal pessoal’. O que eu conversei com o Biden não sai de mim, nem do (ministro das Relações Exteriores) Carlos França. É especulação”, disse Bolsonaro.

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