Festa do PSG tem dois mortos; Macron diz que França está ‘enlutada’
Jogadores do PSG festejam em Paris a conquista da Champions - Thibaud Moritz/AFP
Paris comemorou a conquista da Champions League pelo Paris Saint-Germain no domingo (1º) como uma Copa do Mundo. A festa passou pela principal avenida da cidade, a Champs-Elysées; pelo Palácio do Eliseu, sede da presidência; e pelo estádio do time, o Parque dos Príncipes.
A celebração foi empanada por incidentes esparsos de violência, que levaram a mais de 500 prisões e deixaram dois mortos: um jovem de 17 anos foi esfaqueado no sudoeste da França, e um homem que pilotava uma scooter foi atropelado em Paris. Um policial está em estado de coma. Em Grenoble, um carro avançou em uma multidão, deixando dois feridos graves. O motorista se entregou à polícia.
Na capital, a comemoração virou evento de campanha para que o atacante Ousmane Dembélé, principal nome do time na Champions, receba a Bola de Ouro de melhor jogador da temporada. Microfone em punho, o zagueiro brasileiro Marquinhos, capitão do time, puxou o coro da torcida nos Champs-Elysées: “Ousmane, Ballon d’Or!”.
A Bola de Ouro é um prêmio entregue pela revista francesa France Football anualmente, após votação por um júri internacional. No ano passado, a vitória do espanhol Rodri sobre o brasileiro Vinicius Junior gerou polêmica no mundo do futebol. Neste ano, a cerimônia será em 22 de setembro.
O avião da Qatar Airways, patrocinadora do PSG, pintado no azul-escuro do time e com a bola estrelada que é o logo da Champions League, pousou às 16h locais (11h em Brasília) no aeroporto Charles de Gaulle.
Marquinhos desceu os degraus segurando uma das alças da réplica da taça. a original fica na sede da Uefa, a confederação europeia, na Suíça. A outra alça era segurada por Nasser al-Khelaïfi, presidente do clube e do Qatar Sports Investment, fundo que comprou o PSG em 2011.
“On l’a fait!” (“conseguimos!”), gritou em francês Marquinhos, que joga há 12 anos no clube, brandindo a taça.
