Filho 04, Jair Renan retirou presentes da Presidência com autorização de Bolsonaro

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Jair Renan Bolsonaro. Foto: Reprodução

Por Guilherme Amado

Filho homem mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jair Renan retirou presentes do arquivo da Presidência da República, segundo troca de e-mails dos ajudantes de ordem de Bolsonaro. As mensagens foram enviadas para a CPI dos atos golpistas e obtidas pelo site Metrópoles.

De acordo com os e-mails, Renan retirou presentes do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH) em 12 de julho do ano passado.

fac similie de documento sobre presentes levados por Jair Renan do arquivo da presidência - Metrópoles
E-mail de ajudante de ordem sobre retirada de presente por Renan Bolsonaro

A então coordenadora de Acervo Museológico do GADH, Marjorie de Freitas Guedes, teria informado que Renan deveria selecionar e indicar quais presentes gostaria de levar, quando fosse buscá-los.

No entanto, Renan só poderia retirar os presentes após autorização do “PR” (Presidente da República), Jair Bolsonaro. As mensagens indicam que o filho 04 do ex-presidente, que hoje é funcionário do gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC), selecionou os presentes no dia 7 de julho e os retirou no dia 12.

O GADH integra a estrutura do gabinete pessoal do presidente da República, e é a área responsável por organizar o acervo privado do presidente e definir o destino dos presentes recebidos pela presidência.

É este órgão que define quais objetos serão incorporados ao acervo pessoal do presidente e quais devem ser incorporados ao patrimônio da União. Para ser definido como acervo privado, o Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou que o objeto precisa ser de uso personalíssimo e de baixo valor.

A reportagem tentou contato com Renan e Marjorie, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.

Operação contra Mauro Cid

Chefe da equipe de ajudantes de ordem de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e seu pai, o general da reserva Mauro César Lourena Cid, foram alvos, na última sexta-feira (11), de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal. A operação apura a suspeita de que joias e presentes recebidos pelo Estado brasileiro no exterior, e que deveriam ter sido incorporados ao patrimônio da União, eram comercializados para lucro próprio.

A suspeita sobre incorporação indevida de presentes começou com o caso das joias sauditas, que foram apreendidas pela Receita Federal em uma comitiva do governo Bolsonaro, em outubro de 2021. Como já revelado, o gabinete do ex-presidente tentou reaver as joias em diversas ocasiões. No fim do ano passado, Mauro Cid chegou a enviar um ofício à Receita para tentar recuperar os objetos.

 

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