Fiscais de concurso público da PB reclamam de falta de pagamento de banca examinadora

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Cebraspe promete pagamento até semana que vem. Fiscais criticam falta de diálogo, o que é rebatido pela entidade.

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Foto: Divulgação

Fiscais do concurso da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB) responsáveis pela aplicação da prova estão denunciando que, passados os prazos para pagamento, a banca examinadora contratada para o certame ainda não efetuou o pagamento pelos serviços prestados e que está previsto em um contrato coletivo assinado de forma virtual.

Segundo a denúncia, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) deveria ter feito o pagamento em 27 de setembro, mas passados nove dias isso ainda não aconteceu. Os fiscais reclamam ainda que nenhum canal de comunicação foi aberto pelo Centro para tentar resolver o problema.

Procurado pelo g1, o Cebraspe informou por meio de nota “que está efetuando o processamento das informações dos colaboradores que trabalharam e esclarece que o pagamento será realizado até a próxima semana”. Diz também que “os canais de relacionamento com os colaboradores estão funcionando normalmente”.

Essa, contudo, não é a versão dos fiscais. A advogada Gesilaine Barbosa, de 24 anos, diz, por exemplo, que a entidade ainda não deu nenhuma justificativa plausível. E que, no site do Centro, todas as vias de comunicações tornaram-se inviáveis. “Eles não atendem as ligações. Dizem que reclamação pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) não é a via adequada. E, na via adequada, não tem resposta. Nada surte efeitos”, reclama.

Gesilaine explica que, pelo acordo, chefes de sala receberiam R$ 191,40 líquido, enquanto fiscais de sala receberiam R$ 204,45 líquidos pelo dia de trabalho, entre 5h e 19h30 da noite. A prova foi aplicada no dia 5 de setembro e o pagamento deveria ter acontecido até o dia 27. Mas, passado todo esse período, não houve pagamento.

“Queríamos ter a chance de resolver de maneira administrativa, antes de recorrer às vias judiciais”, explica.

Ela explica também que essa foi a primeira vez que ela trabalhou como fiscal de um concurso. Que atuou como fiscal de prova e que o grande problema foi a falta de diálogo. Destaca também que, de acordo com pesquisas pela internet, descobriu que problemas parecidos já foram registrados pelo Cebraspe em outros concursos organizados por eles.

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