Foragido condenado a 93 anos de prisão é preso por suspeita de estuprar arquiteta
Solon Henrique Costa Milanez, de 47 anos, foi preso em apartamento no Centro de Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/Câmera de segurança
A Polícia Civil prendeu, na manhã da terça-feira (7/3), um homem suspeito de armar uma emboscada para estuprar uma arquiteta de 32 anos em Ribeirão Preto (SP).
Solon Henrique Costa Milanez, de 47 anos, havia sido condenado a 93 anos de prisão por associação criminosa, roubo e estupro, segundo a delegada Patrícia de Mariane Buldo, da Delegacia da Defesa da Mulher na cidade.
Segundo informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, o estupro ocorreu em julho de 2022 em uma casa no Centro de Ribeirão. O homem considerado foragido da Justiça foi encontrado em um apartamento localizado na mesma região da cidade.
“Por meio do Instagram, ele acionou a arquiteta e se fez passar por mulher, para facilitar a ida dela até o local. Ele combinou com ela um trabalho de arquitetura. A vítima foi até o local e, de cara, já estranhou, porque não foi uma mulher que a recebeu. Mas ele disse que a mulher que havia entrado em contato era sua parente, e ela [arquiteta] entrou. Dentro do imóvel, ele a estuprou, fez fotos dela e foi embora”, explicou a delegada.
O portal entrou em contato com a defesa do suspeito, mas não obteve resposta até a última atualização desta notícia.
À polícia, a arquiteta disse que, durante todo o crime, o suspeito utilizou uma arma para ameaçá-la.
A investigação apontou, ainda, que o imóvel onde Solon foi encontrado pertence a uma advogada cujo nome não foi revelado. No local foram apreendidos um simulacro de arma de fogo e roupas que teriam sido utilizadas na ação.
O crime
Solon Milanez é natural do Recife (PE). Em abril de 2022, o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (PB) expediu um mandado de prisão contra ele pelos crimes de roubo e estupro.
Em Ribeirão Preto, segundo a delegada Patrícia Buldo, o suspeito pegou as chaves dos imóveis de uma imobiliária para ter acesso à residência onde o estupro ocorreu.
“Ele foi até uma imobiliária e pegou as chaves de alguns imóveis. Depois devolveu as chaves, mas fez secretamente as cópias”, contou.
A arquiteta compareceu à DDM e reconheceu Solon como autor do crime.