“Foram 9 dias de injustiça”, diz suspeita de envenenar PM após ter prisão revogada na Paraíba
Israely da Silva Lemos
Israely da Silva Lemos, de 23 anos, envolvida no caso do suposto envenenamento de um policial militar em João Pessoa, já está em casa.
Ela teve a revogação da prisão e foi liberada da penitenciária Maria Júlia Maranhão na sexta-feira (26).
Recebida com festa no bairro Mario Andreazza, em Bayeux e muito emocionada ela disse que foram nove dias de injustiça.
O Ministério Público da Paraíba acatou o pedido da defesa, que argumentou que se tratava de uma armação. A defesa questionou a ausência de perícia na garrafa encontrada na residência do policial militar, alegando que não há evidência de chumbinho na água.
Além disso, os advogados contestaram a correspondência das imagens do circuito de segurança com o dia do suposto envenenamento. O Ministério Público, concordando com esses argumentos, solicitou a revogação da prisão preventiva devido à falta de provas concretas.
A complexidade do caso é aumenta pela alegação da jovem de ter sofrido violência doméstica e agressões físicas por parte do policial militar, o que foi reforçado pela mãe da jovem.