Golpista do Pix confessa que sequestrou 40 vítimas e lucrou R$ 500 mil

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Foto: PCDF/Reprodução

Por Mirelle Pinheiro e Carlos Carone

Preso por aplicar golpes em homossexuais, um jovem de 26 anos confessou à polícia que fez 40 vítimas em 10 meses. O crime rendeu cerca de R$ 500 mil, valor empregado na compra de um apartamento e até mesmo em cirurgias para a sogra do suspeito. O autor, que não teve o nome divulgado, foi alvo de operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira (3/5).

A associação criminosa, formada por sete integrantes, era especializada no “sequestro do Pix”. O grupo atraía homens gays para encontros amorosos e aplicava golpes. Os autores agiam no Distrito Federal e Entorno.

Os golpistas marcavam encontros pelo aplicativo e atraíam as vítimas para residências localizadas em Santa Maria e no Novo Gama (GO). No local, o líder da associação imobilizava os homens utilizando arma e faca, com a ajuda da namorada de um dos envolvidos.

Em vídeo gravado pelos próprios sequestradores, é possível ver uma vítima deitada com os braços e as pernas amarradas. Imobilizados, os homens eram obrigados a fazerem transferências via Pix para os criminosos.

Veja vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=08Fg_mHJZkA&feature=emb_imp_woyt

O delegado Leandro Ritt, diretor da Divisão de Repressão a Sequestro (DRS), explicou que o golpista agia com violência, usando simulacro de arma de fogo e facas. “As vítimas eram atraídas para casas no Entorno do DF. Acabavam amarradas e coagidas a fazer transferências e informar senhas de cartões. Logo após, eram liberadas e orientadas a mentir sobre os fatos à polícia. Algumas ficavam tão constrangidas que não registravam ocorrência”, detalhou.

“No decorrer dos meses, as ações foram ficando mais refinadas e novos integrantes entraram no esquema. Tinha o receptador de iPhones, de veículos, os que ajudavam nas abordagens e até mesmo a filha do dono de uma imobiliária, que fornecia residências para serem usadas como cativeiro”, completou o investigador.

No celular dos criminosos, os policiais encontraram diversas trocas de mensagens com possíveis vítimas.

Grupo aplicava golpes no DF
Vítimas eram homossexuais
Grupo aplicava golpes no DF
Vítimas eram atraídas para casas em Santa Maria e no Novo Gama – GO

 

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