Governo do Rio Grande do Sul quer construir cidades provisórias para desabrigados
Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), segue alagada nesta terça (7) após dias de chuvas torrenciais que devastaram o estado - Nelson Almeida/AFP
Quatro cidades provisórias podem ser construídas no Rio Grande do Sul para acolher vítimas das enchentes. A informação foi dada na quinta-feira (16) pelo vice-governador do estado, Gabriel Souza (MDB), em entrevista à Rádio Gaúcha.
Segundo ele, os locais estudados para abrigar as pessoas estão em Porto Alegre, Guaíba, Canoas e São Leopoldo. Nessas cidades, as que reúnem o maior número de desabrigados no estado, seriam construídas estruturas temporárias.
“Teremos espaço para crianças e pets. Lavanderia coletiva. Cozinha comunitária. Dormitórios e banheiros. Isso nesse período em que as pessoas ainda necessitarão desse apoio”, disse.
Souza também falou sobre prazos. “Na semana que vem, vamos iniciar a contratação. Até amanhã [sexta, 17] vamos ter o descritivo das estruturas temporárias necessárias. É mais rápido contratar um serviço de montagem dessas estruturas. É como se fosse uma estrutura de eventos com qualificação para albergar pessoas”, explicou.
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), afirmou em entrevista que das tantas questões urgentes e graves com as quais precisa lidar em meio à tragédia, a mais difícil e prioritária é a definição de como irão morar os cerca de 15 mil desabrigados na cidade.
“Não tem imóveis disponíveis neste momento”, disse Melo. O prefeito calcula que o total de pessoas que necessitam de um novo lar na capital –cidade com o maior número de residências atingidas pela cheia– deve chegar a 30 mil e afirma que pediu ao governo federal que comande um plano de habitação para tanta gente.
A inundação histórica provocada pelas recentes chuvas no Rio Grande do Sul alagou ao menos 303 mil edificações residenciais e 801 estabelecimentos de saúde em 123 cidades, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Além disso, ficaram submersos total ou parcialmente 682 unidades de ensino, 1.347 templos religiosos, 2.601 propriedades agropecuárias e outros 48 mil edifícios usados para outras finalidades, como lojas, bancos e prédios públicos ou comerciais. Os dados se referem às áreas alagadas até a segunda-feira (6).