Governo faz mudanças na composição de grupo com Felipe Neto e Manuela d’Ávila

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Foto: Reprodução/Instagram

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, alterou a composição do grupo de trabalho (GT) que pretende “combater o discurso de ódio e o extremismo”. Entre os participantes, está o youtuber Felipe Neto. O ato foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 24.

Anteriormente, a equipe era composta de 24 nomes, mas agora caiu para 22. A jornalista Patrícia Campos Mello (Folha de S.Paulo) e a professora Rosane da Silva Borges saíram. O motivo da mudança, contudo, não foi explicado. O GT será comandado pela ex-deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS).

Também participam do GT as antropólogas Debora Diniz e Rosana Pinheiro Machado e o epidemiologista Pedro Hallal. Segundo a portaria, haverá “pessoas da sociedade civil” entre os membros do grupo, além de servidores de secretarias do MDH que tratam de pessoas LGBT+, negros e outras minorias. O colegiado vai ter duração de 180 dias.

Deputado pede explicações sobre grupo com Felipe Neto

Na quinta-feira, 23, o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) pediu explicações ao ministro sobre os critérios usados para selecionar os participantes do grupo.

Segundo Zucco, o GT é composto apenas de pessoas que possuem o mesmo posicionamento político. O parlamentar ainda destacou que Felipe Neto já proferiu discursos de ódio na internet, quando chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de genocida.

“Xingamentos e imputações de crimes bárbaros, como genocídio, não serão considerados discurso de ódio por este grupo de trabalho?”, interpelou o parlamentar. “O GT deve ser eficaz e promover bons resultados para a população, não podendo ser apenas um meio utilizado para polarização política e promoção de políticas públicas que atendam apenas a um setor específico.”

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