Governo Lula afirma que não recusou oferta do Uruguai e diz que respondeu a ‘avalanche de fake news’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Pedro Ladeira - 28 mar. 2024/Folhapress

A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência da República afirmou, em nota na noite de quarta-feira (8), que o Brasil não recusou ajuda humanitária do Uruguai para as enchentes no Rio Grande do Sul.

Na terça (7), o jornal Folha de S.Paulo revelou que o governo Lula (PT) dispensou uma oferta de ajuda do Uruguai por duas lanchas, um avião e dois drones.

Na tarde da quarta-feira (8), numa primeira nota, a Secom havia afirmado que eram “falsas as notícias de que o Brasil teria desprezado ajuda do Uruguai ou qualquer outro país”.

De acordo com nova manifestação da Secom na noite da quarta (8), a primeira nota da secretaria foi produzida para “combater uma avalanche de fake news em torno do assunto (como a de que o governo estaria recusando ajuda do Uruguai por motivações ideológicas)”.

O comunicado cita ainda um helicóptero cedido pelo país vizinho, já em operação no estado, e diz que no caso da oferta de um avião “constatou-se inadequação do equipamento para o tipo de operação exigida no Rio Grande do Sul nesse momento”.

O fato de que um helicóptero uruguaio está em operação no estado desde o fim de semana foi informado pela Folha de S. Paulo na reportagem de terça-feira (7).

Após o primeiro comunicado da Secom, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem mostrando que o governo mentiu e omitiu dados sobre proposta uruguaia de envio também de duas lanchas e de dois drones, com as respectivas tripulações e operadores, que seriam transportados no avião oferecido.

O texto do jornal Folha de S.Paulo foi contestado pela Secom na noite da quarta-feira (8).

“Qual é a mentira? Qual é a contradição? Inexiste”, disse o ministério comandado por Paulo Pimenta (PT).

“O governo brasileiro não recusa auxílio do Uruguai. O Brasil recebeu do país vizinho, e é grato por isso, o empréstimo de um helicóptero, tripulação, manifestações de solidariedade, manutenção da oferta do avião e outros equipamentos em caso de necessidade. São todas ofertas muito bem-vindas”, disse a Secom.

“Há uma distância não desprezível entre a reestruturação da oferta às necessidades específicas da operação e a afirmação, falsa, de que o Brasil recusa ajuda do Uruguai.”

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