Governo Lula lança plano de modernização de aeroportos do país com financiamento de R$ 4,6 bi via BNDES
Área de embarque do Aeroporto Internacional de São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos — Foto: Celso Tavares/G1
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quarta-feira (11) um plano de investimentos para aeroportos do país, com financiamento de R$ 4,64 bilhões via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Entre as principais modernizações, está a do aeroporto de Congonhas (SP), que ganhará um novo terminal de passageiros e sete novas pontes de embarque. As modificações devem aumentar em mais que o dobro a área atual do terminal da unidade, de 40 mil m² para 105 mil m².
Segundo o governo federal, Congonhas já alcançou 29,60% de execução total das obras. Na área destinada à movimentação das aeronaves, 9,80% das intervenções foram realizadas até agora, enquanto nas áreas de estacionamentos, lojas e quiosques no saguão do terminal de passageiros — a execução chegou a 1,80%, conforme cronograma das fases iniciais.
O planejamento contempla os aeroportos de Congonhas, Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS) e Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA) e Altamira (PA), além de Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).
Hoje, os 11 aeroportos, todos administrados pela operadora Aena, movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com as mudanças, o bloco estará apto a receber mais de 40 milhões de pessoas por ano, reforçando a interiorização do tráfego aéreo e a integração entre capitais e cidades do interior.
Durante a implantação do projeto, a estimativa do governo é de que sejam gerados 2.800 empregos diretos e indiretos. Após as obras, a previsão é de mais de 700 novos postos.
A fase das concessões que compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento a especificações mínimas de infraestrutura está prevista para ser concluída até junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais. Esta etapa também inclui aumento de capacidade operacional e melhorias estruturais e de sustentabilidade.
O financiamento do plano foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto. Por meio disso, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro.
A oferta pública de emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em sindicato com o Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões.
O apoio financeiro do BNDES inclui tanto a subscrição de debêntures, no valor de R$ 4,24 bilhões, quanto um financiamento via linha Finem, no valor de R$ 400 milhões. Somando debêntures (R$ 5,3 bi) e linha Finem do BNDES (R$ 400 mi), o financiamento total para os aeroportos da Aena será de R$ 5,7 bilhões.
“Fiquei orgulhoso de ser seu liderado. Porque quando eu assumi o ministério, existia um preconceito do mercado financeiro e agora estavam todos estão elogiando”, disse a Lula o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao se referir ao evento CEO Conference Brasil, evento promovido pelo BTG Pactual do qual participou na última terça (10).
Após o evento da quarta, o ministro afirmou que a intenção também é tornar esses cintos aeroviários em grandes complexos, tornando os aeroportos mais do que estruturas de chegadas e partidas. De acordo com ele, hotéis e universidades já demonstraram interesse em se instalarem nessas unidades.
O ministro é um dos integrantes do governo que irá se afastar em 2 de abril, conforme as regras eleitorais, para entrar na disputa por cargos nestas eleições. No caso de Silvinho, como é conhecido, a disputa deverá ser por uma vaga no Senado de Pernambuco pelo Republicanos.