Governo Lula mantém vaga de Gleisi indefinida ao divulgar lista de novos ministros

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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente Lula durante evento eleitoral em São Bernardo do Campo (SP), em julho - Rafaela Araújo - 20.jul.24/Folhapress

por Folha de S.Paulo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou na terça-feira (31) quais serão os novos ministros que assumirão cargos na Esplanada após a debandada dos titulares que serão candidatos às eleições de outubro.

A lista, no entanto, mantém a indefinição de quem substituirá Geraldo Alckmin (PSB) no Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), confirmado candidato a vice na chapa de Lula, e Gleisi Hoffmann (PT) na Secretaria de Relações Institucionais, que concorrerá ao Senado no Paraná.

Tanto na terça quanto na véspera, Gleisi confirmou a jornalistas que sua sucessão segue indefinida. Lula desistiu de nomear o secretário-executivo do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), Olavo Noleto, após ressalvas de líderes do Congresso à escolha.

Segundo apurou a Folha, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), deve entrar no lugar de Alckmin, como resultado de uma manobra de Lula para tirá-lo da eleição deste ano e consolidar seu palanque em São Paulo em torno da candidatura a governador de Fernando Haddad (PT).

Já a vaga de França no Empreendedorismo deve ficar com Márcio Elias, que hoje ocupa a secretaria-executiva do Mdic. O sucessor de Gleisi ainda não foi definido.

O Palácio do Planalto informou 14 nomes que assumirão como ministros –a maior parte já ocupa a função de número 2 da pasta que irão liderar. Na Casa Civil, por exemplo, a secretária-executiva Miriam Belchior substituirá Rui Costa (PT), que sai para a disputa ao Senado na Bahia.

Outros nomes confirmados incluem Bruno Moretti, secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, que irá para o Ministério do Planejamento e Orçamento no lugar de Simone Tebet (MDB), e João Paulo Capobianco, número 2 de Marina Silva (Rede). As duas devem concorrer ao Senado por SP.

No MEC (Ministério da Educação), o secretário-executivo Leonardo Barchini assumirá a pasta com a saída de Camilo Santana, que vai se dedicar à campanha de Lula ou à eleição no Ceará.

Há também outros casos de trocas entre chefes de ministérios. André de Paula (Aquicultura e Pesca), por exemplo, vai ocupar a vaga de Cárlos Faváro (Agricultura e Pecuária), do PSD, que é outro integrante do governo que tentará o Senado, nesse caso, em Mato Grosso.

A oficialização dos nomes foi feita enquanto era realizada uma reunião ministerial de Lula. Em discurso de abertura, o presidente afirmou que decidiu colocar pessoas que já trabalham nos ministérios para evitar uma “paralisação” dos trabalhos.

“Temos uma máquina que funciona há três anos e três meses. Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Não tem novo plano de governo. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro, e a obrigação de quem fica é concluir”, disse.

No total, 20 ministros entre os 38 devem se afastar dos cargos por conta das eleições, entre os que disputarão cargos públicos, remanejamentos para outras pastas e atuação na campanha do presidente. O prazo oficial para desincompatibilização se encerra no sábado (4), mas a maioria deve anunciar saída antes desta data.

Veja abaixo os nomes anunciados:

  • Casa Civil: Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil;
  • Ministério da Educação: Leonardo Barchini, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério dos Transportes: George Santoro, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério de Portos e Aeroportos: Tomé Franca, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério do Orçamento: Bruno Moretti, secretário Especial de Análise Governamental da Casa Civil;
  • Ministério do Meio Ambiente: João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério dos Direitos Humanos: Janine Mello dos Santos, secretária-executiva da pasta;
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário: Fernanda Machiaveli, secretária-executiva da pasta;
  • Ministério dos Esportes: Paulo Henrique Perna, secretário Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social;
  • Ministério das Cidades: Antônio Vladimir Lima, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério da Igualdade Racial: Rachel Barros de Oliveira, secretária-executiva da pasta;
  • Ministério dos Povos Indígenas: Eloy Terena, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério da Aquicultura e Pesca: Rivetla Edipo Araujo Cruz, secretário-executivo da pasta;
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: André de Paula, ministro da Aquicultura e Pesca.

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