Havia “indisciplinados”, mas Forças Armadas não queriam golpe, diz ministro da Defesa

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José Múcio. Foto: EFE/ André Borges

por Renata Agostini, Thais Arbex, Jussara Soares e Lucas Mendes

O ministro da Defesa, José Múcio, disse à CNN que havia um grupo de “indisciplinados” dentro das Forças Armadas, mas Exército, Marinha e Aeronáutica não queriam aderir a um movimento golpista. Segundo ele, isso ficou evidente no dia 8 de janeiro de 2023.

As instituições estavam absolutamente ao lado da democracia. Exército, Aeronáutica e Marinha estavam absolutamente a favor da Constituição. Evidentemente que você tinha (indisciplinados). Como num clube de futebol, tem um jogador indisciplinado no jogo, você tira o indisciplinado, mas o time continua — José Múcio

“Eles não queriam o golpe. Em nenhum momento se falou nisso. Sentimos uma coesão muito grande. Estavam todos os comandantes lá nesta noite (do 8 de janeiro), disse Múcio.

O ministro se reuniu com os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica horas após ocorrer a depredação às sedes dos Poderes. Naquele momento, o acampamento em frente ao quartel-general (QG) do Exército, de onde parte dos vândalos partiu em direção à Esplanada, ainda não havia sido desfeito.

De acordo com Múcio, os acampamentos montados em frente a quartéis e unidades militares pelo país fizeram parte de uma “dissidência interna” das Forças Armadas, principalmente do Exército.

Segundo Múcio, havia dois tipos de oficiais: os “legalistas, que seguiam os preceitos constitucionais”, e os que “não tinham se conformado com o resultado das eleições”.

“Ali [nos acampamentos] tinha militares indignados que iam trabalhar e deixavam a família. Virou um fim de tarde para muitas famílias”, afirmou.

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