Joel trabalhava em uma empresa ao lado do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, quando ouviu os disparos e os gritos de desespero dos alunos. Ele relata que, ao chegar à porta da escola, não encontrou seguranças ou policiais.
“Eu escutei os tiros e me dirigi até o colégio. Chegando aqui ao portão do Kolody, eu ouvi o tiro lá dentro, eu entrei ali e vi o que podia fazer para salvar as crianças, porque estava todo mundo correndo. Senti que tinha que fazer alguma coisa”, contou em entrevista à rede de televisão RPC.
Logo depois de entrar na escola, Joel relembra que encontrou o assassino atirando contra uma vidraça. Quando se encontraram no corredor do local do crime, o prestador de serviços fingiu ser um policial para intimidar o agressor.
“Sou policial. Para!”
“Falei: ‘Sou policial. Para!’. Aí consegui dominá-lo, deitei ele no chão e segurei até a polícia chegar. Não tive medo. Na hora, eu vim tentar salvar mais crianças”, diz. Nesse momento, o agressor pareceu ter confundido o celular de Joel com uma arma.
A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) chegou ao local minutos depois da imobilização e prendeu o ex-aluno.
O prestador de serviços recebeu uma série de agradecimentos de funcionárias que estavam na escola no momento do crime. Para elas, sem a ajuda de Joel, o número de vítimas poderia ser muito maior.