Ida de Lula a Cuba é “recado” contra política de sanções e embargos, diz especialista
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participa da cerimônia de lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no centro da cidade, em 11 de agosto de 2023. Foto: Estadão
por Ana Beatriz Dias e Danilo Moliterno
O professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan afirmou, em entrevista à CNN no sábado (16), que a ida de Lula ao G77+China, em Cuba, é um “recado” contra a política de sanções e embargos.
“Lula quer dar um recado ao mundo: vamos revisar a ideia de embargo a Cuba. Vamos parar com a lógicas das sanções econômicas, que punem países”, disse.
“A ida emite um pedido, ao mundo que faz sanções, de que esses mecanismos são mais prejudiciais do que favoráveis aos países”, completou.
Sobre o discurso do presidente na cúpula, proferido também no sábado, o especialista indicou que o petista assume em sua fala a intenção de que o Brasil retome protagonismo nas relações Sul-Sul.
Um dos focos do discurso de Lula foi a transição energética. Para Trevisan, a escolha é da temática “comove”.
“A transição energética é um assunto que comove o mundo inteiro. Quero insistir neste verbo, ‘comove’. O mundo inteiro percebe as consequências, não é só no Rio Grande do Sul. Esse discurso chama atenção a todos os países do mundo”, afirmou.
O presidente Lula voltou a pedir que países em desenvolvimento tenham financiamento para transição energética. O petista defendeu que este grupo “não tem a mesma dívida histórica dos ricos”.
Confira a entrevista completa no player abaixo.