Investigadores da PF dizem que vender presentes dados a Bolsonaro não era função de Cid

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Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, em sessão da CPMI do 8/1. Foto: Reprodução

Por Valdo Cruz

Depois de o tenente-coronel Mauro Cid dizer que receber presentes estava entre as suas funções, investigadores da Polícia Federal disseram que ele, com certeza, será questionado pelo órgão se vender joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro também estava entre as atribuições de seu cargo.

Segundo eles, é claro que isso não é função de um ajudante de ordens, tanto que tudo foi feito clandestinamente e só foi descoberto pela investigação da PF.

A PF descobriu que, em junho do ano passado, Mauro Cid, com o apoio do pai, o general Mauro Lourena Cid, vendeu um Rolex e um Patek Phillipe nos Estados Unidos.

O primeiro foi recomprado para ser devolvido para a União. O segundo está com paradeiro e origem desconhecidos.

As negociações podem ter sido feitas no período em que Mauro Cid estava à frente da Ajudância de Ordens da Presidência da República, setor que assessora diretamente o chefe do Executivo.

Na quinta-feira (24), em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Mauro Cid fez um relato do que era sua função como ajudante de ordens, listando entre suas obrigações receber presentes dados ao presidente da República.

Trata-se de uma tentativa de dizer que só estava fazendo o seu trabalho ao receber as joias hoje investigadas pela Polícia Federal.

Só que as investigações da Polícia Federal não estão focadas só no recebimento de presentes, mas principalmente nas negociações de venda e recompra de joias nos Estados Unidos, como já foi comprovado pelos investigadores.

Tudo feito de forma clandestina, inclusive o envio dessas joias no ano passado e neste ano para os Estados Unidos, onde algumas delas foram vendidas.

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