Israel mata adolescente que atirou pedras em soldados na Cisjordânia

0
174377364967efdfd195027_1743773649_3x2_md (1)

Soldados israelenses ao lado de veículo militar em Jenin, na Cisjordânia ocupada por Israel - Raneen Sawafta/4.abr.25/Reuters

O Exército de Israel anunciou na sexta-feira (4) que matou um adolescente palestino que atirava pedras contra soldados em Husan, na Cisjordânia ocupada. O prefeito da cidade, próxima a Belém, afirmou que ele tinha 17 anos.

“Durante a noite passada [quinta-feira], vários terroristas atiraram pedras contra a estrada 375, perto de Husan”, ao oeste de Belém, afirmaram os militares em comunicado. “Soldados em operação na área responderam abrindo fogo contra os terroristas, eliminando um e ferindo outro.”

O prefeito de Husan, Jamal Sabatin, confirmou que soldados atiraram contra jovens que jogavam pedras. Ele disse ainda que os militares levaram o corpo do adolescente e detiveram o outro palestino ferido.

O Ministério da Saúde da Autoridade Palestina anunciou que Israel confirmou a morte de um adolescente “por tiros israelenses” e o identificou como Yusef Zaoul.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. A área de Belém é relativamente tranquila em comparação com o norte do território palestino. Em Jenin e Nablus, por exemplo, redutos de grupos armados palestinos, Tel Aviv iniciou uma grande ofensiva militar em 21 de janeiro.

O Ministério da Saúde palestino também anunciou nesta sexta a morte de um homem de 42 anos, Hussein Hardan, atingido por “um disparo israelense” em Jenin. O Exército israelense não respondeu aos questionamentos da agência de notícias AFP.

Em março, na Cisjordânia, um brasileiro-palestino, também de 17 anos, morreu na prisão de Megiddo, em Israel. Walid Khaled Abdallah foi preso em setembro do ano passado e retirado de sua casa sob a acusação de agredir soldados israelenses.

O governo brasileiro já questionou Israel sobre as circunstâncias da morte. A suspeita é de que houve negligência médica. O Itamaraty informou à época haver 11 brasileiros residentes na Palestina atualmente presos em Israel. De acordo com a pasta, a maior parte desse grupo não foi formalmente acusada ou julgada, numa “clara violação ao Direito Internacional Humanitário”.

A violência e os confrontos com mortes se intensificaram na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e Hamas em Gaza em outubro de 2023, após os ataques do grupo terrorista.

O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, afirmou na terça-feira (1º) que Israel está na Cisjordânia ocupada “para ficar” e defendeu os assentamentos judaicos no território palestino, apesar de sua ilegalidade pelo direito internacional.

Smotrich disse que 2024 foi um “ano recorde” para as demolições do que os israelenses consideram “construções árabes ilegais” neste território palestino, ocupado por Israel desde 1967.

Após visitar a Cisjordânia com o ministro da Defesa, Israel Katz, Smotrich declarou que “o governo israelense se esforça para desenvolver assentamentos na Judeia e Samaria”, usando o nome que as autoridades israelenses dão ao território.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...