Justiça absolve mulher acusada de participação em assassinato de policial reformado na Paraíba
Luiz Abrantes de Queiroz tinha 75 anos. (Foto: Reprodução)
A Justiça da Paraíba absolveu, nesta semana, Débora , mulher trans acusada de envolvimento na morte de um policial militar reformado , ocorrida em junho de 2022 , no bairro de Castelo Branco , em João Pessoa. A decisão foi tomada durante o julgamento no Fórum Criminal , com base na ausência de provas que ligassem a acusada ao crime.
O crime, inicialmente tratado como latrocínio — roubo seguido de morte —, foi posteriormente classificado como uma execução premeditada . A principal responsável, Gleissy , companheira da vítima, confessou ter planejado e executado o assassinato , articulando todos os detalhes com o objetivo de simular um assalto.
Durante o julgamento, o Ministério Público da Paraíba se posicionou a favor da absolvição de Débora , destacando a confissão do mandante como fator determinante para a decisão. Segundo o promotor de justiça Demetrius Castor , “não havia provas materiais nem testemunhais que colocassem Débora no local do crime ou que comprovassem sua participação no planejamento ou execução” .
” Sou promotor de justiça, não de acusação . Trabalho com base em provas. E neste caso, a única pessoa que assumiu integralmente o crime foi Gleissy”, afirmou o promotor. Gleissy foi condenada a 30 anos de prisão , sendo 25 anos pela morte do companheiro e cinco anos pelo furto articulado no dia do crime.
Outros envolvidos também foram julgados anteriormente. Uma das acusadas foi absolvida, e um dos réus foi condenado apenas por corrupção de menores , por ter levado o filho ao local do crime.
Débora , que estava detida em São Paulo e utilizava tornozeleira eletrônica , foi liberada de todas as ações judiciais. A Justiça considerou que não havia elementos suficientes para suas especificações.
O filho da vítima, Luiz , demonstrou frustração com a decisão, apesar de consideração a ausência de provas contra a acusada. “Nada vai trazer meu pai de volta, mas as declarações de Gleissy trouxe algum problema. Agora, com a absolvição de Débora, a gente só lamenta e tenta seguir com as boas lembranças”, disse.
Lembre-se do caso
Em junho de 2022 , um policial civil foi morto a facadas durante um assalto no bairro do Castelo Branco , em João Pessoa. A vítima, identificada como Luiz Abrantes de Queiroz , tinha cerca de 75 anos e foi atacada enquanto estava dentro de seu carro.
Segundo informações da Polícia Militar , o suspeito anunciou o assalto, roubou duas armas, o veículo da vítima e o esfaqueou. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o médico apenas constatou o óbito.
Após o crime, o suspeito abandonou o carro da polícia na BR-230 e, na fuga, levou outro veículo, modelo Palio , também por assalto.
por t5