Justiça arquiva denúncia de advogado de Bolsonaro contra filha de Olavo de Carvalho em caso Queiroz

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O advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef e o ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz - Bruno Santos/Folhapress e Reproduçao/SBT

A Justiça de São Paulo arquivou na quarta-feira passada (17) a denúncia apresentada por Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro, contra Heloísa de Carvalho, filha do escritor Olavo de Carvalho.

Nos autos, Wassef acusava Heloísa e o advogado Bruno Vieira Maia de denunciação caluniosa e agir com “má-fé” ao afirmar que ele teria escondido Fabrício Queiroz em seu sítio em Atibaia (SP). Wassef alegava que as acusações tinham motivação política e buscavam prejudicar sua imagem por defender Jair e Flávio Bolsonaro.

Disse ainda que Heloísa monitorava seu escritório em Atibaia, filmava e fotografava o local e repassava imagens a jornalistas e redes sociais sob o título “movimentações estranhas no imóvel de Wassef”, o que teria impulsionado novas reportagens sobre o caso.

À coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, Wassef afirma que a Polícia investiga Heloísa de Carvalho “por ter praticado o crime de denunciação caluniosa contra mim, ao fazer falsas denúncias de má-fé e com ardil. A investigação está em curso, com fartas provas e fatos novos.”

“A investigada criminal entrou com habeas corpus para impedir o trabalho da polícia e sair impune. O Desembargador Relator votou contra Heloísa, mas foi vencido na turma. A impunidade prevaleceu mais uma vez no Brasil”, diz.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro nunca foi oficialmente considerado foragido, mas, à época, deixou de comparecer a quatro depoimentos marcados pelo MP-RJ e seu paradeiro era desconhecido. Para a Promotoria, ele se ocultava para evitar uma eventual ordem de prisão.

Preso em 18 de junho de 2020 por determinação da Justiça do Rio, Queiroz chegou a cumprir prisão domiciliar, revogada pelo STJ em 2021. Em janeiro deste ano, foi nomeado para um cargo na prefeitura de Saquarema (RJ).

Wassef alegou que as acusações tinham motivação política e buscavam prejudicar sua imagem por defender Jair e Flávio Bolsonaro. Disse ainda que Heloísa monitorava seu escritório em Atibaia, filmava e fotografava o local e repassava imagens a jornalistas e redes sociais sob o título “movimentações estranhas no imóvel de Wassef”, o que teria impulsionado novas reportagens sobre o caso.

Heloísa admitiu ter monitorado a casa e informado a imprensa, justificando que Wassef escondia Queiroz. Afirmou, no entanto, que nunca o considerou foragido e que já sabia de sua presença no imóvel antes da prisão em 2020.

O Ministério Público concluiu que não havia elementos para sustentar a denúncia. A Justiça acatou o parecer e determinou o arquivamento do processo.

Heloisa, filha de Olavo de Carvalho, com suco de laranja em frente à casa em Atibaia
Heloisa, filha de Olavo de Carvalho e moradora de Atibaia, com suco de laranja em frente ao escritório de Frederick Wassef – Zanone Fraissat-18.jun.2020/Folhapress

Moradora de Atibaia há mais de 30 anos, Heloísa ganhou projeção nacional ao se filiar ao PT em 2021, quando declarou à coluna Mônica Bergamo que pretendia disputar o cargo de deputada estadual em 2022 para “combater o obscurantismo bolsonarista”.

“Já era esperado por nós que o procedimento apuratório fosse arquivado. Entretanto, a forma como se deu a construção de todas as peças que compõe os autos é mais uma forma de violência contra a mulher. Neste sentido serão tomadas as devidas providencias em todas as esferas cabíveis para a proteção física e moral da Sra. Heloisa, já que ambos vivem em Atibaia”, afirmam as advogada Talitha Camargo Izabela Lopes Jamar em nota conjunta.

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