Líder da frente evangélica rejeita acordo com Lira sobre jogos de azar

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Cezinha de Madureira

Cezinha de Madureira. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Por Igor Gadelha

Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) afirmou à coluna que “não há possibilidade de acordo” para aprovar o marco regulatório que legaliza jogos de azar no Brasil.

Segundo o parlamentar, apesar da sondagem do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), revelada pela coluna, a bancada evangélica “nunca aceitaria” votar favoravelmente a uma regularização dos jogos de azar no país.

“Sou contra qualquer tipo de acordo, porque sou contra os jogos de azar. Sou contra esse projeto e votarei contra. Orientarei a bancada a orientar contra. Tanto na Câmara quanto no Senado, como líder da bancada evangélica no Congresso, consigo falar também com os senadores. Somos contra o jogo de azar. E nunca houve nenhum tipo de acordo”, disse Cezinha.

O presidente da frente afirmou ainda que esse é um tema que “não dá para conversar”. Ele ressaltou que Lira tem liberdade para pautar a proposta, mas avisou que a bancada tem votos suficientes para “derrubar” o projeto.

Como revelou a coluna, em um jantar há duas semanas Lira teria sondado parlamentares evangélicos sobre a possibilidade de colaborarem com a construção do texto do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil.

O projeto está sendo construído em um grupo de trabalho, na tentativa de se chegar a um consenso para votação da proposta que tramita há mais de 30 anos no Congresso.

Apesar dos esforços, Lira ouviu que não há chance de a frente evangélica colaborar com o texto. E que se o projeto acabar no plenário, a bancada evangélica tem força “mais do que suficiente” para derrubar o marco.

 

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