Líder do PT diz que Bolsonaro tem plano de buscar asilo na embaixada dos EUA e pede prisão ao STF

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Lindbergh Farias. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou na sexta-feira (22) um pedido de prisão preventiva contra Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele diz ter informações “seguras” de que o ex-presidente planeja pedir asilo político à embaixada dos EUA. O uso da tornozeleira não impediria isso porque ele conseguiria chegar em pouco tempo à unidade diplomática _antes que a Polícia Federal pudesse interceptá-lo.

“Ele primeiro chega e entra na embaixada e depois pede o asilo. É perfeitamente factível. Ele já dormiu dois dias na embaixada da Hungria em 2024, quatro dias depois que teve o passaporte apreendido”, segue Lindbergh.

O parlamentar defende também um novo argumento para a detenção: o ex-presidente precisa ser recolhido ao cárcere para garantia da ordem pública e econômica durante o julgamento da ação penal 2.668, que apura se houve tentativa de golpe de Estado no Brasil entre 2021 e 2022.

“As condutas do representado transcendem a mera desobediência individual e se inserem em um padrão de caos organizado e desestabilização institucional, que alimenta uma escalada que já se manifestou em episódios de violência e de grave perturbação da ordem, como plano para assassinar autoridades, o implante de uma bomba para explodir o aeroporto de Brasília, bloqueios de estradas, acampamentos em quarteis, o ataque ao prédio da Superintendência da Polícia Federal no dia da diplomação do presidente eleito em 2022, a depredação física dos prédios dos Três Poderes no 8 de janeiro, a escalada internacional com a aplicação de sanções estrangeiras (revogação de vistos, aplicação da Lei Magnitsky e imposição de tarifas) e a convocação permanente de manifestações para instrumentalização de massas contra decisões judiciais”, diz o pedido.

Lindbergh sustenta ainda que todos os atos têm origem “numa lógica de permanente intimidação das autoridades públicas, por meio da propagação de desinformação em larga escala, da mobilização de estruturas milicianas digitais e da criação de um ambiente de instabilidade política, econômica e social”.

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