Lista de Moraes: quem são os suspeitos de financiar atos que contestaram a vitória de Lula, confira
Argino Bedin, de camisa amarela, ao lado de Bolsonaro em Sorriso (MT). Ele está na lista de Moraes
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A lista de suspeitos de financiar atos golpistas que contestaram a vitória do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é composta por 33 empresas e dez pessoas físicas —a maior parte delas é de Mato Grosso.
O grupo é formado por empresas agrícolas, do setor de materiais de construção, além de transportadoras de cargas.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou hoje o bloqueio dessas contas e que seus representantes sejam ouvidos pela Polícia Federal em até dez dias.
Os atos começaram a ser realizados em 30 de outubro, horas após o anúncio da derrota nas urnas do presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição.
Confira abaixo quem são os suspeitos de financiar atos antidemocráticos:
1. Agritex Comercial Agricola Ltda.
É revendedora de maquinários, peças e equipamentos agrícolas em sete cidades, com matriz em Água Boa (MT). Os sócios são Gerson Luis Garbuio e Fabiula Anai Galli Garbuio. Ele doou R$ 50 mil para a campanha de Bolsonaro, segundo consta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que a empresa compartilhou no Instagram vídeos de seus caminhões em protesto antidemocrático em Brasília no início do mês.
2. Agrosyn Comercio E Rep. De Insumos Agric.
Com matriz em Sorriso (MT), a empresa foi aberta em e comercializa defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo.
3. Airton Willers
Proprietário da empresa Willers Transportes, com sede em Guarantã do Norte (MT). Sua principal atividade econômica é transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional.
4. Alexandro Lermen
Sócio-administrador no Grupo Lermen, em Sorriso (MT), com atuação na agricultura, pecuária e transportes.
5. Argino Bedin
É latifundiário e produtor rural que vive em Sorriso (MT) desde a década de 1970. Em entrevista ao site O Joio e o Trigo, ele disse que defende o governo Bolsonaro “até debaixo d´água” e já recebeu o presidente em uma de suas fazendas, em setembro de 2020.
Sergio Bedin, Roberta Bedin e Rafael Bedin também estão na lista de Moraes.