Lula diz que salário de presidente, de R$ 46 mil, ‘não é muito’; veja vídeo
O presidente Lula (PT) durante viagem ao Japão - Kazuhiro Nogi - 27.mar.25/AFP
O presidente Lula (PT) ironizou o salário que recebe como chefe do Executivo e disse que recebe pouco devido aos impostos que precisa pagar.
“Não pode a pessoa que vai comprar as coisas que vai comer pagar o mesmo imposto de renda que paga o Lula. Meu salário não é muito não, viu? Salário de presidente acho que é R$46 mil, paga 27 de imposto de renda, o PT me cobra 4 na fonte, me sobra R$21 mil, sabe?”, disse.
O salário do presidente é de R$ 46.366,19 ao mês, o que representa o teto do funcionalismo. Lula se referiu ao valor de contribuição que paga ao PT, seu partido.
“Não é fácil a vida, ninguém me dá aumento, tenho que pedir para mim mesmo. Aí eu me levanto, me olho no espelho e digo ‘eu quero aumento’, aí eu falo, ‘você não vai ter’, então não dá. A Esther [Dweck, ministra da Gestão e Inovação] não determina quanto eu tenho que ter de aumento só determina para o funcionário público”.
As declarações foram dadas durante a 5ª reunião plenária do CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), o chamado Conselhão, órgão responsável por assessorar o presidente da República nas decisões do Executivo. O colegiado é formado por representantes da sociedade civil e do empresariado.
As falas foram feitas durante a 5ª reunião plenária do CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), o chamado Conselhão, órgão responsável por assessorar o presidente da República nas decisões do Executivo. O colegiado é formado por representantes da sociedade civil e do empresariado.
No evento, os novos conselheiros tomaram posse. Os mandatos são de dois anos, e a configuração anterior venceu em maio.
Foram anunciados como novos nomes a compor o conselho, a atriz Dira Paes, o ex-jogador de futebol Raí, a ativista Txai Suruí, a historiadora Heloísa Starling e a empresária Monique Evelle.
Nomes como o do youtuber Felipe Neto, da historiadora Lilia Schwarcz e da empresária Luiza Trajano foram reconduzidos, termo técnico para aqueles conselheiros que já faziam parte do grupo e tiveram mandato renovado.
O Conselhão fica sob o controle da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) e existiu entre 2003 e 2018, tendo sido extinto no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Durante os dois anos de governo, o grupo participou da elaboração de programas como Acredita Exportação, Crédito do Trabalhador, Mercado de Carbono, Pacto pela Igualdade e Política Nacional da Primeira Infância.