Lula em nova crítica ao Banco Central: “A gente poderia nem ter juro”

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Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Joédson Alves/EFE/EFEVISUAL

Por Flávia Said

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o mercado financeiro na quinta-feira (19/1), em fala a um grupo de mais de 100 reitores, no Palácio do Planalto. Na declaração, Lula disse que o mercado enxerga saúde, educação e infraestrutura como gastos.

Lula iniciou a fala dizendo que “talvez alguns companheiros ligados à economia não gostem” do que iria dizer.

“Você não pode falar em educação, que as pessoas falam: ‘É gasto’. Você não pode falar em saúde, que as pessoas falam: ‘É gasto’. Você não pode falar em urbanização de favela, que é gasto. Você não pode falar em construir casa, que é gasto. A única coisa que não é tida como gasto por essa gente de mercado é o pagamento de juros da dívida. Eles acham que isso é investimento”, afirmou o mandatário, sendo aplaudido pelos reitores de universidades e institutos federais.

Em seguida, ele voltou a criticar a autonomia do Banco Central (BC) e o atual patamar da taxa de juros.

“Qual é a explicação de a gente ter um juro de 13,5% hoje? Qual é a explicação? O Banco Central é independente, a gente poderia não ter nem juro. Não é verdade? A inflação está 6,5%, 7,5%, por que o juro está 13,5%? Qual é a lógica? Qual é a lógica da desconfiança que o mercado tem de tudo que a gente fala de investimento? E eu não vejo essa gente falar uma vez em dívida social. Nós temos uma dívida social de 500 anos com esse povo”, prosseguiu.

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