“Lula não ganharia de Bolsonaro hoje”, diz Ciro Nogueira

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Ciro Nogueira. Foto: Reprodução

Presidente nacional do Progressistas (PP), o senador Ciro Nogueira (PI) avalia que, se as eleições fossem realizadas hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teria chances de vitória contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em participação no CNN Entrevistas na sexta-feira passada (7), Ciro Nogueira, questionado se Lula ganharia de Bolsonaro, disse que a alta rejeição ao governo atual, que atinge 49%, torna inviável uma reeleição do petista no momento.

“Como é que um homem que está com 49% de rejeição pode ganhar uma eleição, gente? Isso não existe. Isso é inviável”, afirmou o senador, ressaltando que o atual quadro político não favorece a continuidade de Lula no comando do país.

Ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro e aliado de Lula nos dois primeiros governos, Ciro Nogueira diz que, no atual cenário, político o petista não se colocaria para a disputa com chances de encerrar a carreira com uma derrota nas urnas.

“O Lula hoje, se tivesse uma eleição, ele não seria candidato. Ele sabe disso. Não vai manchar a sua história com a derrota no seu último mandato”, completou Nogueira.

O presidente do PP também destacou que, para que Lula possa se lançar novamente à presidência, seria necessário uma “virada econômica”, algo que, segundo ele, “infelizmente não está nas previsões do que vai acontecer”.

Ciro Nogueira disse ainda que vê Bolsonaro com mais chances de reverter a inelegibilidade neste momento.

“Antigamente eu achava que beira impossível, eu acho que hoje ela é difícil, mas nós vamos lutar, eu mesmo tenho um projeto que anistia o presidente, mas hoje eu não acho mais impossível”, afirmou.

O senador destacou que o ex-presidente acredita que conseguirá reverter a situação. Bolsonaro foi condenado por abuso de poder pela realização de uma reunião com embaixadores no Palácio do Alvorada e pelas comemorações do Bicentenário da Independência, às vésperas da eleição. Nas duas ações, eles foi declarado inelegível por dois anos.

“Se isso não ocorrer, nós vamos buscar alternativas, mas a decisão será dele”, acrescentou o presidente do PP.

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