Trata-se de um grupo de países que já vinha se organizando ao redor do Brasil, da Índia e dos Estados Unidos para alavancar o uso do etanol e outros biocombustíveis no mercado internacional.
A intenção declarada do bloco é ampliar o uso de combustíveis não-fósseis, contribuindo para o combate às mudanças climáticas.
Argentina, África do Sul, Bangladesh, Itália, Canadá, Paraguai, Uganda, Emirados Árabes, ilhas Maurício e Seychelles.
Entre os países que vão aderir à aliança durante o G20 estão a Argentina, os Emirados Árabe Unidos, a Itália e o Canadá.
Nos encontros bilaterais, Lula vai tratar de relações comerciais e assuntos específicos, como reforma dos órgãos de controle da governança global –como o Conselho de Segurança da ONU– e segurança alimentar.
Com Macro, é muito provável que o presidente brasileiro discuta aspectos da resposta do Mercosul à “side letter” da União Europeia sobre o acordo de livre comércio entre os dois blocos.
As novas demandas europeias incluem a aplicação de sanções e restrições ao comércio entre os blocos em caso de desmatamento e desrespeito ao meio ambiente.
Os europeus dizem que a “side letter” leva em consideração sua nova legislação ambiental, que impede a importação pelos países membros de produtos originados em áreas de degradação ambiental.
O Brasil, no entanto, rechaça essa posição dizendo que uma parceria estratégica não pode conter ameaças entre os signatários do acordo.
Segundo o ministro Mauro Vieira “o que nós queremos é uma flexibilidade na legislação [europeia], e que sejam feitos acordos quanto à aplicação dessa legislação tendo em vista que o Brasil tem desde o dia 1 de janeiro uma política de meio ambiente muito clara de preservação da Amazônia, de fim dos desmatamentos, fim total do desmatamento até 2030, e de recuperação das terras degradadas”.