“A gente passou de um momento da posse. Passou aquela semana naquela alegria. A gente não estava se contendo. E aí, no dia 8 de janeiro, acontece o que aconteceu aqui em Brasília. E eu disse: ‘Não é possível’. Eu chorava aqui nos corredores porque não estava acreditando. Porque uma semana antes a gente estava tendo aquele simbolismo todo e no dia 8 aqueles canalhas, aqueles vândalos fizeram o que fizeram na rampa do Planalto”, pontuou.
49 x 32
Pacheco foi reeleito com 49 votos. Ele seguirá no comando do Senado por mais dois anos, até 2025. Seu adversário na disputa, Rogério Marinho (PL-RN), recebeu outros 32. Não houve votos em branco.
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) também estava na disputa mas, para fortalecer Marinho, retirou sua candidatura minutos antes da votação ter início.
Para um candidato ser eleito presidente do Senado é preciso que ele tenha maioria absoluta dos votos, ou seja, o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores.
A disputa no Senado refletiu a polarização política no país, que se estende desde as eleições de 2018 e se fez presente no pleito do ano passado. De um lado, aliados do presidente Lula apoiaram a reeleição Pacheco. Do outro lado, bolsonaristas apoiaram Marinho. Apesar de estar dos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articulou votos para o seu candidato.
Com o apoio de siglas como PT, MDB, PSD, PDT e de alguns nomes do União Brasil, Pacheco era o favorito na disputa à presidência. No entanto, o senador precisou contar votos para vencer Rogério Marinho, que teve apoio do PL, PP e Republicanos.