Marido de deputada federal preso pela PF escondeu parte dos R$ 500 mil na cueca; VEJA FOTO

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Meio milhão de reais apreendidos com o marido da deputada federal Helena da Asatur em Boa Vista — Foto: PF/Divulgação

O empresário Renildo Lima, marido da deputada federal Helena da Asatur (MDB), escondeu parte dos R$ 500 mil apreendido pela Polícia Federal dentro da cueca. Ele foi preso em Boa Vista (RR) com outras cinco pessoas, entre elas uma advogada e dois policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), após uma denúncia sobre compra de votos na segunda-feira (9/9).

O momento da prisão de Renildo com o dinheiro na cueca foi registrado em uma foto. Na imagem é possível ver parte das notas saindo na parte da frente da calça do empresário, na região da cintura.

Empresário Renildo Lima foi preso com dinheiro escondido na cueca em Roraima — Foto: Reprodução/Política Macuxi

Esta reportagem procurou Renildo Lima e a deputada federal Helena da Asatur, mas eles não haviam se manifestado até a última atualização desta matéria.

A deputada fez uma postagem nas redes sociais sobre a ação da Polícia Federal.

“Acreditar que movimentar o próprio dinheiro é sinônimo de compra de votos é pura ignorância. Agora, devemos fechar as empresas em período eleitoral? Só o que faltava”, disse Helena.

Renildo é dono da Asatur, empresa de transporte intermunicipal, e da Voare, empresa de táxi aéreo que tem contrato com o Ministério da Saúde para realização de voos à Terra Indígena Yanomami.

Os seis suspeitos foram presos em flagrante logo após o saque no banco. Eles estavam divididos em dois carros, segundo a PF.

Os policiais militares, que estavam de folga, faziam a segurança particular dos envolvidos e do dinheiro. A corregedoria da Polícia Militar de Roraima informou que acompanha o caso.

Na delegacia, os seis envolvidos foram autuados pelos crimes de compra de votos e de associação criminosa. A PF não deu outros detalhes da ação.

Em menos de uma semana, a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões em dinheiro relacionado a crimes eleitorais. O valor apreendido na segunda-feira passada (9/9) já está incluído nesse total.

O grupo foi preso após a PF receber denúncia por meio do Disque-Denúncia Eleitoral, no número (95) 3621-4747, disponibilizado para o envio de informações relacionadas à prática de crimes eleitorais no pleito municipal de 2024 no estado de Roraima.

O que diz a PM sobre a conduta dos policiais do Bope

Em nota, a PM informou que a Corregedoria “está acompanhando o caso e tomará todas as providências necessárias para o devido esclarecimento dos fatos, colaborando com a Polícia Federal para garantir que todas as medidas legais sejam adotadas no curso das investigações.”

A corporação disse ainda que “os policiais militares estavam em horário de folga, o que indica que as acusações sob investigação referem-se a ações realizadas fora do exercício de suas funções institucionais.”

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