Lacerda Machado respondeu: “Tá bem. Eu vou decifrar se é com a Economia ou com Finanças. Se for Finanças, falo logo com o Medina (ministro) ou com o António Mendes, que é o secretário de Estado. Se for Economia, arranjo uma maneira depois de chegar ao próprio António Costa”.
A defesa de Machado afirmou a jornalistas ano último sábado (11) que em nenhum momento do processo o nome do primeiro-ministro foi citado “direta ou indiretamente”.
Também no sábado, o primeiro-ministro reiterou que os investigados não tinham qualquer aval da parte dela para fazerem “o que quer que fosse”.
Relembre o caso
O Ministério Público de Portugal investiga um escândalo de corrupção e tráfico de influência em concessões de exploração de lítio no norte do país, um projeto para a criação de uma central de hidrogênio no porto de Sines e o investimento em um data center na região. Com 60.000 toneladas de reservas conhecidas, Portugal já é o maior produtor europeu de lítio.
A suspeita é de que tenham sido cometidos crimes de prevaricação, corrupção ativa e passiva de políticos e tráfico de influência, afirmou o MP português em nota.
Na última terça-feira (7), vários edifícios governamentais foram alvo de busca e apreensão, incluindo a residência oficial do primeiro-ministro, do Ministério do Meio Ambiente e a casa do ministro das Infraestruturas, João Galamba.
Após a operação, Costa anunciou a sua renúncia em comunicado televisionado após apresentá-la formalmente ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa. No pronunciamento, o primeiro-ministro afirmou estar “totalmente disponível para cooperar” com a Justiça.
Apesar da renúncia, António Costa continua no cargo até as eleições gerais de março de 2024.
*Publicado por Júlia Vieira, com informações da CNN Portugal