Miss Universo 2025: Jurada da final questiona resultado
Jurada do Miss Universo questiona resultado - @natalieglebova no Instagram
Mesmo após a coroação, a turbulência de polêmicas em torno do Miss Universo 2025 ainda não terminou. Desta vez, uma das juradas da final, a canadense Natalie Glebova, que venceu o concurso em 2005, questionou a legitimidade dos resultados, uma vez que nenhuma auditoria foi feita nas notas. O concurso aconteceu na noite da última quinta-feira (20) em Bancoc, na Tailândia, e coroou a mexicana Fátima Bosch, 25.
“Como jurada este ano, só posso falar por mim em relação aos meus votos. Lembrem-se de que cada pessoa tem sua própria opinião e ninguém pode influenciar o resultado”, iniciou ela, em texto de postagem nas redes sociais, com uma foto da vice-campeã de 2025, a tailandesa Veena Praveenar Singh.
“No entanto, preciso dizer… Quando participei em 2005 e em anos anteriores, lembro-me de que sempre havia um auditor que subia ao palco com os resultados sigilosos da empresa de contabilidade. Gostaria que isso voltasse. Até lá, acho que não participarei novamente como jurada”, finalizou.
O resultado também foi comentado pela filipina Catriona Gray, Miss Universo 2018, que falou sobre a etapa de comunicação do concurso. “Será que as perguntas e respostas já não têm qualquer relevância no Miss Universo?”, postou na internet.
Os fãs presentes no espaço de eventos onde aconteceu a cerimônia, na zona norte da capital tailandesa, também não gostaram muito da vitória de Fátima. Tanto que, na saída do evento, começaram a gritar “Costa do Marfim”, em referência à modelo Olivia Yacé, que ficou em quinto lugar. Eles também vaiaram a delegação mexicana por longos minutos, e os registros do momento viralizaram nas redes.
Esta é a quarta vez que o México vence o concurso, que celebrou este ano sua 74ª edição. Antes de Fátima, são do quadro de ganhadoras as suas conterrâneas Andrea Meza (2020), Ximena Navarrete (2010) e Lupita Jones (1991).
Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, as misses Tailândia, Veena Praveenar Singh, e Venezuela, Stephany Abasali. Completaram o Top 5 Ahtisa Manalo, das Filipinas (quarto lugar) e Olivia Yacé, da Costa do Marfim. No Top 12, estavam ainda Chile, China, Colômbia, Cuba, Guadalupe, Malta e Porto Rico.
A representante do Brasil, a piauiense Maria Gabriela Lacerda, 24, fez bonito e entrou no Top 30, mas não seguiu para a etapa seguinte. Com o feito, ela voltou a classificar o Brasil no concurso, já que desde 2021 o país estava fora dos cortes.
A final foi transmitida por aqui, ao vivo, pela RecordPlus, com apresentação de Michelle Barros e Natália Guimarães, além de comentários de Cris Barth. A gaúcha Julia Gama, que atualmente é diretora de operações do Miss Universe Brasil, fez parte do time de apresentadores da exibição do canal latino Telemundo.
CONFINAMENTO AGITADO
O confinamento do concurso começou em 2 de novembro e, logo no início, uma situação envolvendo a Miss México a deu bastante visibilidade. Ela abandonou a sala de um evento, após bater boca com um dos organizadores, o empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, que é diretor do Miss Universo para Ásia e Oceania.
A jovem afirma ter sido destratada e humilhada, quando Nawat a questiona sobre a decisão da miss de não fazer publicidade para patrocinadores locais. Já ele afirma que quis chamar a atenção da miss e que a barreira do idioma atrapalhou a comunicação. No dia seguinte, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou publicamente seu apoio a Fátima.
Outras situações nortearam os cerca de 20 dias de competição, com trocas de comunicados institucionais por parte do presidente do certame, o mexicano Raul Rocha Canthu e Nawat. Todo esse período, foi desenhado por viagens pelo país asiático, em regiões como Phuket e Pattaya, até que ambos fizessem publicamente as pazes, após Raul chegar na Tailândia.