Moro, Doria e Ciro não pedem retirada de entrevistas do Flow Podcast

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trio Moro, Doria e Ciro (1)

Por Bruna Lima

Os presidenciáveis Sergio Moro, João Doria e Ciro Gomes não pediram para que suas entrevistas fossem retiradas do canal do Flow Podcast, ao contrário de outras figuras públicas. Os três pré-candidatos ao Planalto criticaram nesta terça-feira (8/2) as falas do apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, que defendeu no podcast o reconhecimento de um partido nazista no país. Monark foi demitido e o programa foi retirado do ar.

Ciro e Doria foram ao programa em junho e agosto do ano passado, respectivamente. Em outubro, Monark questionou se ter uma opinião racista era crime e comparou homofobia a gostar de refrigerante. Moro, por sua vez, deu entrevista ao Flow no último dia 24.

No Twitter, Ciro disse que não existe pretexto para se defender a criação de um partido nazista. Em seguida, o pedetista minimizou a atitude do apresentador, atribuindo à juventude de Monark a “vontade de chocar”. O apresentador tem 31 anos.

Moro publicou que o nazismo é “abominável” e “inaceitável”. Não citou, contudo, o programa onde foi entrevistado há duas semanas.

A exemplo de Moro, Doria também não mencionou o Flow Podcast e disse que “a defesa do nazismo é um crime e uma agressão à humanidade”.

Após Monark ter defendido o direito de reconhecimento de um partido nazista no Brasil, diversas celebridades pediram que seus episódios fossem retirados do ar. Entre elas estão os músicos Lucas Silveira, da banda Fresno; e Tico Santa Cruz, da banda Detonautas; o apresentador do SBT Benjamin Back; e a apresentadora da CNN Gabriela Prioli.

O Flow Podcast perdeu os direitos de exibição do Campeonato Carioca, além do patrocínio de iFood, Lacta, Puma e Amazon.

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