Mulher afirma ter chegado aos 254 quilos devido ao controle do ex-namorado sobre sua alimentação; entenda

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Sarah Brown em 2020 antes de realizar a cirurgia bariátrica — Foto: Reprodução/Sarah Brown

O processo de perda de peso foi algo significativo na vida de Sarah Brown, natural de Londres, na Inglaterra. Para além dos problemas na saúde que ela adquiriu ao chegar aos 254 quilos, comer muito significava estar sob o controle do seu ex-namorado. Segundo seu relato, ela recebia os alimentos porque dependia dele, então queria agradá-lo e manter o bem estar da relação.

“A comida era sua maneira de me controlar. Ele costumava sentar e me observar comer. Quanto maior eu era, mais cuidados eu precisava”, afirma Brown, em entrevista ao jornal britânico The Sun.

Ela conta que em certo momento passou a depender deste antigo namorado para comer. Ele a alimentava com seis litros de Coca-Cola e quatro sanduíches de bacon pela manhã, três grandes refeições, outros lanches intercalados e um pote de sorvete à noite.

Brown fez a cirurgia bariátrica do tipo bypass gástrico em 2020, que envolve uma redução significativa do estômago, de até 90%. Por conta do procedimento, ela perdeu 104 quilos. Mas precisou conviver por mais algum tempo com as dores nas pernas devido à linfedema que surgiu no local, uma condição que causa o acúmulo de linfa nos tecidos do corpo.

Foi apenas quando conheceu o professor Dominic Furniss, da Oxford Lymphoedema Practice, um médico particular, que sua esperança reacendeu e a operação para diminuir o tamanho de suas pernas foi realizada.

“Removemos quase 4 litros de excesso de gordura usando lipoaspiração, e o excesso de pele, que sozinho pesava quase 2 kg. Foram necessários muitos pontos muito cuidadosos para fazer a pele frágil se unir e curar”, explicou o profissional.

Atualmente, ela tem mantido uma vida mais equilibrada, consegue preparar a própria comida e fazer tarefas normais com independência. Porém, ainda relembra os momentos traumatizantes que viveu no passado.

“Muitas pessoas me perguntaram se eu tinha elefantíase, que é uma condição semelhante ao linfedema, mas não é exatamente a mesma coisa. Fui fotografada e filmada. Tive pessoas me seguindo pela rua para tirar fotos minhas e poder gritar e rir sobre o quão nojenta eu era”, relembra.

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