GLO é a sigla de Garantia da Lei e da Ordem, operação realizada pelas Forças Armadas, de forma provisória, e que se compromete com o restabelecimento da ordem pública. Pela Constituição Brasileira, uma ação de GLO só pode ser determinada em ato do presidente da República, quando os instrumentos para garantir a ordem são considerados “indisponíveis”, “inexistentes” ou “insuficientes”.
Lula conversou com jornalistas responsáveis pela cobertura da Presidência durante café da manhã, no Palácio do Planalto. O evento ocorreu no aniversário de 78 anos do petista, comemorado na sexta. Entre as pautas, foram discutidas diversas questões nacionais como violência e segurança pública.
O petista informou que reuniu-se com os três comandantes das Forças Armadas e com o ministro da Defesa, José Múcio, para falar sobre o assunto. Aos jornalistas, Lula ressaltou: “Não é papel das Forças Armadas ficar nas favelas brigando com bandido. Não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandido. Não é esse o papel deles. Enquanto eu for presidente, não tem GLO”.
Cutucada em Bolsonaro
Para o presidente, cabe às Forças Armadas cumprir sua função constitucional e relembrou o papel exercido por alguns militares nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Ele aproveitou o assunto para dar uma cutucada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O que aconteceu com o 8 de janeiro foi um desvio, pela existência de um governante que sabia fazer tudo, menos governar, que achava que poderia utilizar as instituições como instrumento dele para fazer politica. Não tinha nada de republicano na cabeça dele”.
Lula enfatizou que a questão da segurança pública cabe aos estados. “Nem a Polícia Federal tem que fazer o papel da policia do estado. A PF tem que ajudar, investir em inteligência, detectando as pessoas e prendendo. Mas a gente não vai fazer nenhuma intervenção como já foi feita há pouco tempo atrás em que se gastou uma fortuna com exercito no Rio e não resolveu nada”, afirmou.