Nardoni, Rugai, Cravinhos e Lindemberg: presos deixam cadeia na última saída temporária do ano
Nardoni, Rugai, Cravinhos e Lindemberg: Detentos são beneficiados pela ‘saidinha’ temporária em Tremembé — Foto: Reprodução
Milhares de presos do regime semiaberto deixaram os presídios paulistas na sexta-feira (22/12) para a última saída temporária de 2023. A medida faz parte da ressocialização dos presos e está prevista em lei.
Entre os beneficiados estão presos como Alexandre Nardoni, Gil Rugai, Cristian Cravinhos e Lindemberg Alves, que deixaram a P2 de Tremembé, no interior de São Paulo, logo no início da manhã de sexta.
A liberação dos presos para última saída temporária do ano no complexo prisional de Tremembé começou por volta das 6h. Os presos beneficiados com a medida devem retornar à prisão no próximo dia 3 de janeiro.
O número total de presos beneficiados pela medida não foi informado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

O benefício é concedido pela Justiça durante o cumprimento da pena e usado como forma de ressocialização dos presos e manutenção de vínculo deles com o mundo fora do sistema prisional.
De acordo com a lei, os presos em regime semiaberto têm direito a quatro saídas ao ano e o calendário é definido pelo judiciário.
Entenda quem tem direito e quais as regras das ‘saídas temporárias’:
Presos da P2 no semiaberto
A Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, popularmente conhecida como P2 de Tremembé, é conhecida por ter presos envolvidos em casos de grande repercussão nacional.
O local costuma receber presos de casos de grande comoção social para garantir a segurança e a privacidade dos internos. Veja abaixo alguns deles, beneficiados com a saída temporária:

Alexandre Nardoni: Condenado, em 2010, a 30 anos de prisão. Nardoni foi acusado de jogar a própria filha, Isabela Nardoni, de 05 anos, do 6º andar de um prédio em São Paulo.


Gil Rugai: Condenado, em 2013, a mais de 33 anos de prisão. Rugai foi preso após ser acusado pela morte do pai e da madrasta. O crime foi cometido em 28 de março de 2004. O casal foi encontrado baleado e morto à época na sede da agência de publicidade que funcionava na casa onde morava em Perdizes, Zona Oeste da capital. Luiz tinha 40 anos de idade e Alessandra, 33. Rugai tinha 20 anos na época.
