O político com o passe mais disputado na eleição deste ano é…
Por Ricardo Noblat
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) está de portas escancaradas para ele, mas não necessariamente para unir-se com o PT numa federação. O Partido Verde (PV) acaba de convidá-lo para que se filie, prometendo tratá-lo como uma estrela.
O Solidariedade não desistiu do seu passe e está pronto para recebê-lo em grande estilo. Uma fatia expressiva do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) está convencida de que ele seria uma bela aquisição, capaz de fortalecer o partido.
De repente, o político antes sem sabor, modorrento, capaz de anestesiar as expectativas das multidões mais entusiasmadas, virou o mais disputado para as próximas eleições. Quem diria, hein, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, o picolé de chuchu?
Dizem que João Doria (PSDB), governador de São Paulo que lhe passou a perna, arrependeu-se do que fez. Mas agora é tarde. Doria não consegue sair dos 2% das intenções de voto nas pesquisas. Alckmin não precisa se preocupar com o quanto tem.
A preocupação deve ser de Lula (PT), de quem ele em breve se tornará vice. De Alckmin, Lula não espera que lhe acrescente muitos votos, só confiabilidade. Sua companhia é o mais forte sinal dado por Lula de que governará pelo centro, se eleito.
Alckmin irá para o partido que Lula indicar. O PSB ainda continua sendo o mais provável. Mas se o MDB, pelo menos oficialmente, decidisse apoiar Lula, seria para lá que Alckmin iria. Difícil. A vocação do MDB é não ter candidato próprio e dividir-se ao final.