O que Arthur Lira não é capaz de fazer por ele mesmo

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Jair Bolsonaro e Arthur Lira. Foto: PR/Isac Nóbrega

Por Ricardo Noblat

O regimento interno da Câmara proíbe que deputados em viagem ao exterior votem remotamente. Pois Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, autorizou que 17 deles votassem para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do calote em dívidas judiciais vencidas.

Uma portaria de Lira só permitia a entrada na Câmara de deputados e funcionários vacinados contra a Covid-19. Lira recuou e permitiu a entrada de parlamentares que não foram imunizados. Seu sonho é reeleger-se presidente da Câmara em fevereiro de 2023.

Seu maior trunfo para isso, o orçamento secreto, a salvo do controle de órgãos públicos, que maneja a seu gosto para contemplar os deputados que lhe assegurem o voto. Nenhum presidente da Câmara jamais teve tanto poder. E ele o usa sem o menor escrúpulo.

 

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