Olimpíadas: por que surfistas estão usando capacete nas baterias no Taiti? Entenda
João Chianca, o Chumbinho, é conhecido por ser destemido nas ondas tubulares, como é o caso de Teahupo'o — Foto: William Lucas/COB
Um detalhe do surfe na Olimpíada que despertou a curiosidade do público é o capacete dos surfistas. O uso dele nas baterias está ligado à temida onda de Teahupoo, no Taiti — maior ilha da Polinésia Francesa. Brasileiros como o bicampeão mundial, Filipe Toledo, e João Chianca, o Chumbinho, já fizeram uso desse equipamento em Paris-2024.
Os atletas não costumam utilizar capacetes na maioria do circuito mundial. Uma dessas exceções é a etapa de Teahupoo, conhecida pelos tubos perfeitos e, ao mesmo tempo, perigosos, já que quebram em uma bancada de corais extremamente rasa e afiada.
Entre as características da onda taitiana, a pequena profundidade do mar, que pode chegar a 0,5m, explica, de certa forma, o uso do capacete. A chance dos surfistas baterem a cabeça ou prenderem o estrepe na bancada de corais aumenta consideravelmente nessas condições.
Como as mulheres voltaram a competir em Teahupoo somente há três anos, elas usam mais o capacete que os homens nos treinos e competições. As brasileiras Tainá Hinckel e Luana Silva, que se enfrentam nas oitavas de final, optaram pelo equipamento nas primeiras fase dos Jogos.
No masculino, Toledo esperou o mar subir para usar o capacete nas oitavas desta segunda-feira, enquanto Chumbinho o tem como proteção desde que sofreu um acidente em Pipeline, no Havaí, no final do ano passado. Já Gabriel Medina nunca priorizou o equipamento em Teahupoo, o que não foi diferente em Paris-2024 até aqui.