“Palanque de Bolsonaro é o único em que não subo”, afirma Eduardo Paes

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Foto: Reprodução

Por Guilherme Amado e Bruna Lima

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou em entrevista à coluna que o único palanque em que ele não irá subir em 2022 é o do presidente Jair Bolsonaro. Paes considera que a reeleição de Bolsonaro não é boa para o país e que um dia o brasileiro irá olhar para trás e se surpreender de ter elegido uma pessoa como o presidente.

“Parece que todo mundo ficou doidão em determinado momento da história e surgiram esses personagens. Eu acho que a gente não percebeu isso com a ênfase que a gente deveria ter percebido, mas teve um momento em que o Rio era governado por um capitão, um juiz e um bispo. Nós temos que olhar para esse momento histórico e aprender com os nossos erros”, disse o prefeito referindo-se ao período de 2019, após a eleição de Jair Bolsonaro e Wilson Witzel e ao segundo ano do governo de Marcelo Crivella.

Desafeto da família Bolsonaro, Paes contou que não tem relação com o presidente e que isso não atinge o Rio, porque, segundo ele, o governo federal é pouco expressivo nos municípios. O prefeito disse dialogar bem com os ministros de Bolsonaro, mas considera que Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, está usando o cargo para fazer campanha para o governo de São Paulo.

“O ministro Tarcísio parece que quer usar o ministério para fazer campanha para o governo de São Paulo e quer prejudicar o Galeão. Essas coisas eu tenho que dialogar, a gente aponta os erros”, pontuou o Paes sobre a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

Paes confirmou que não irá deixar a prefeitura do Rio para se candidatar ao governo do estado, e que, em 2022, irá trabalhar para emplacar as candidaturas de Rodrigo Pacheco, o presidente do Senado, à Presidência da República, e de Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB, para o governo do Rio.

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