PDT teme que perda de identidade leve a eleição fraca em São Paulo

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Guilherme Boulos e Carlos Lupi

Guilherme Boulos e Carlos Lupi. Foto: Reprodução/Twitter

Por Guilherme Amado

Lideranças que estão estruturando o PDT em São Paulo temem que o partido fique menor no estado após a eleição de 2022. Há um sentimento de que a sigla perdeu sua identidade e está em busca de “tábuas de salvação” para ter um desempenho satisfatório no próximo pleito.

Em 2018, o PDT concentrou a esperança em Tabata Amaral, que foi a sexta deputada federal mais bem votada no estado, com 264.450 votos. Tabata brigou com caciques do partido por ter posicionamentos divergentes e saiu do partido em maio deste ano. Ela está filiada ao PSB.

Na próxima eleição, o PDT costura um acordo para apoiar a candidatura de Guilherme Boulos (PSol) ao governo de São Paulo. Para os trabalhistas mais tradicionais, assim como ocorreu com Tabata, a união com Boulos impedirá o partido de explorar uma identidade própria e amparada na candidatura de Ciro Gomes à Presidência.

Boulos lidera um movimento no PSol para que o partido apoie a candidatura de Lula desde o primeiro turno. Ciro se isolou na corrida eleitoral e hoje encontra dificuldades até para encontrar um vice de outro partido para a sua chapa. O pedetista se indispôs com Lula devido aos reiterados ataques que fez ao petista e viu o seu crescimento na centro-direita ser interrompido com a entrada de Sergio Moro na disputa ao Planalto.

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