Petroleiros rejeitam proposta de reajuste salarial de 7%: “Indecorosa”
© Reuters/Bruno Domingos. Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, a P-52
Por Otávio Augusto
Os petroleiros rejeitaram a contraproposta da Petrobras de acordo coletivo de trabalho (ACT) e pediram a apresentação de uma nova proposta, que venha a atender as reivindicações da categoria. A estatal ofereceu reajuste salarial de 7%.
A reunião que rejeitou a proposta ocorreu na tarde desta quarta-feira (20/7) e contou com a participação de sindicatos e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
“Mais uma vez, insistimos em resolver o acordo na mesa de negociação, mas a Petrobras parece preferir o conflito, pelo que está posto nesta segunda contraproposta, indecorosa”, critica coordenador da FUP , Deyvid Bacelar.
A Gerência de Recursos Humanos da Petrobras apresentou uma nova contraproposta, reiterando que o objetivo da empresa é fechar o Acordo Coletivo com os servidores até 31 de agosto. Entre as mudanças apresentadas pela estatal está o reajuste de 7%. Antes, a estatal havia oferecido aumento de 5%.
Na terça-feira (19/7), ocorreu a segunda reunião de negociação entre servidores e representantes da estatal.
A contraproposta apresentada pela empresa em 20 de junho foi rejeitada por unanimidade pelos petroleiros nas assembleias realizadas pelos sindicatos.
Veja detalhes da proposta da Petrobras a servidores:
- Reajuste de 7%.
- Manutenção da Gratificação de Campo Terrestre de Produção.
- Manutenção do feriado no turno, conforme cláusula atual do ACT.
- Segurança no emprego e excedente de pessoal: a empresa insiste na retirada do parágrafo 4ª da Cláusula 42 e propõe incluir uma cláusula específica para a Gestão Ativa de Portfólio.
- Compensação de HEs pendentes (Natal, Ano Novo é Carnaval) dos trabalhadores do administrativo: a empresa estende o prazo para até 31 de dezembro de 2023.