Plataforma mostra origem e destino de recursos da Lei Rouanet; confira

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teatro cultura rouanet

Cena da peça teatral "O Jardim da Cerejeiras", de Anton Tchékhov - Matheus José Maria/Divulgação

Painel de Dados da Lei da Rouanet, nova plataforma gratuita desenvolvida pela Prosas, disponibiliza dados sobre a Lei de Incentivo à Cultura de forma interativa.

Lançada na segunda-feira (7), a ferramenta sistematiza informações públicas extraídas do Salic (Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura, com o objetivo de ampliar o acesso a dados como quem recebe e quem doa, além de qualificar o debate sobre políticas culturais no Brasil.

Empresas incentivadoras foram organizadas em seção específica, o que possibilita identificar o volume total de patrocínios de conglomerados econômicos, superando limitações de análises feitas apenas por CNPJs individuais.

O painel apresenta ainda um recorte por região, detalhando origem e destino de recursos captados.

Levantamento disponível no portal mostra que projetos culturais captaram quase R$ 3 bilhões em 2024, um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores. Em 2021 e 2022, os valores ficaram em torno de R$ 2,1 bilhões, com uma leve alta para R$ 2,3 bilhões em 2023.

O último ano marcou também aumento em indicadores como número de proponentes, projetos apoiados, CNPJs incentivadores e pessoas físicas doadoras.

Empresas sediadas nas regiões Sudeste e Sul tendem a investir em projetos de suas próprias regiões —respectivamente, 83,7% e 76,4%, segundo a plataforma. Já empresas do Norte direcionam apenas 13,2% dos recursos para sua própria região, e o restante para Sudeste e Sul.

Ainda assim, observou-se uma leve descentralização territorial dos investimentos. O Sudeste, que em 2021 concentrava 78% dos recursos, passou a reunir 71,9% em 2024. A movimentação, ainda que discreta, indica melhoria na distribuição regional do incentivo cultural.

As três organizações que mais captaram recursos em 2024 foram Masp (Museu de Arte de São Paulo), com R$ 46,7 milhões, Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), com R$ 40,9 milhões, e IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão), com R$ 36,9 milhões.

As empresas que mais investiram foram Vale (R$ 189,7 milhões), Petrobras (R$ 170,4 milhões) e Grupo Itaú (R$ 122,8 milhões).


Organizações que mais captaram recursos em 2024

  1. Masp (Museu de Arte de São Paulo)

    R$ 46,7 milhões

  2. Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)

    R$ 40,9 milhões

  3. IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão)

    R$ 36,9 milhões

  4. Orquestra Sinfônica Brasileira

    R$ 35,2 milhões

  5. Instituto Inhotim

    R$ 31,4 milhões

  6. Instituto Vale

    R$ 31,3 milhões

  7. Fundação Padre Anchieta (TV Cultura)

    R$ 24,7 milhões

  8. Casa Fiat de Cultura

    R$ 22,8 milhões

  9. Fundação Bienal de São Paulo

    R$ 21,9 milhões

  10. Instituto Cultural Amazônia do Amanhã

    R$ 21,3 milhões


Empresas que mais investiram em projetos culturais em 2024

  1. Vale

    R$ 189,7 milhões

  2. Petrobras

    R$ 170,4 milhões

  3. Grupo Itaú

    R$ 122,8 milhões

  4. Nubank

    R$ 112 milhões

  5. Shell

    R$ 84,5 milhões

  6. Banco do Brasil

    R$ 69,2 milhões

  7. Grupo Bradesco

    R$ 54,2 milhões

  8. BNDES

    R$ 50,4 milhões

  9. Santander

    R$ 47,4 milhões

  10. Grupo Stellantis

    R$ 32,2 milhões


O Painel de Dados da Lei da Rouanet conta com patrocínio do Instituto Equatorial e apoio institucional do Gife (Grupo de Institutos Fundações e Empresas) e da Comunitas.

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