Em abril deste ano, Daniela pediu a desfiliação do União Brasil. Junto com outros cinco parlamentares, ela alegou “justa causa” por suposto “assédio” da direção nacional da sigla.
A situação irritou os dirigentes do partido, que passaram a pressionar o governo para que outro membro da sigla assumisse a pasta.
O governo escolheu Sabino para o cargo em uma jogada para melhorar a articulação política. A indicação do deputado foi feita pelo partido na Câmara.
Polêmica no governo
No início de 2023, um vídeo publicado nas redes sociais de Daniela gerou uma repercussão negativa à então recém-nomeada ministra. Nas imagens, ela recebe o apoio eleitoral de um acusado de chefiar uma milícia na Baixada Fluminense.
O vídeo foi apagado das redes sociais da ministra em seguida. As imagens eram de 2018 e se referiam à primeira campanha de Daniela Carneiro, quando ela disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. À época, a então candidata estava filiada ao MDB.
Márcio Pagniez, que aparece no vídeo, é conhecido como Marcinho Bombeiro. Em 2019, ele foi preso preventivamente, acusado de homicídio e de liderar uma milícia na região.
Sua prisão foi justificada porque ele estaria agindo “com extrema violência e ostentando armas de fogo de grosso calibre pela localidade”, segundo a Promotoria. À época, Pagniez era presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo (RJ).
O episódio iniciou uma onda de críticas ao presidente Lula, que foi um crítico da suposta associação de aliados de Jair Bolsonaro (PL) com a milícia no Rio de Janeiro.