Polícia e manifestantes entram em conflito na frente da Câmara de SP
Foto: Reprodução/Twitter
A Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogênio contra manifestantes em frente à Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira (10/11) em meio a protestos de servidores contra a Reforma da Previdência apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). A votação da proposta em segundo turno está prevista para esta noite.
O texto, aprovado em primeiro turno em 14/10, prevê alíquota de 14% sobre a remuneração de servidores com salários na faixa de até R$ 6,4 mil. Atualmente, a taxa é isenta. Cerca de 63 mil funcionários do município são afetados.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram a ação repressiva por parte de agentes da PM e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Veja:
https://twitter.com/sardinhaexpress/status/1458562786854936585?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1458562786854936585%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fpolicia-e-manifestantes-entram-em-conflito-na-frente-da-camara-de-sp
Polícia reprimindo a manifestação dos servidores contra o SAMPAPREV 2. Mas NÃO TEM ARREGO! pic.twitter.com/7AZ111we6R
— Luana Alves (@luanapsol) November 10, 2021
Covardia! Com autorização de Doria e Ricardo Nunes, a polícia está reprimindo com bombas e balas de borracha a manifestação pacífica dos servidores públicos de São Paulo contra o SampaPrev2. Lutar não é crime, crime é confiscar salários e aposentadorias! pic.twitter.com/2NIwFOKjw1
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) November 10, 2021
O protesto começou às 15h, mas a ação da polícia se iniciou por volta de 16h30. Os servidores relatam nas redes sociais que foram atacados por bombas e balas de borracha.
Manifestantes chegaram a atear fogo em objetos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar focos remanescentes. A corporação também recebeu a informação de uma vítima de queda no entorno do Palácio Anchieta.
Também há manifestantes dentro da Câmara, que chegaram a jogar papéis contra os vereadores. A sessão está no momento de debates.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que agentes da Guarda Civil Metropolitana “sofreram investidas dos manifestantes, que buscavam adentrar o prédio”. Com isso, “protocolos de uso progressivo da força foram utilizados para conter a situação e evitar danos”.