Polícia prende mulher suspeita de envenenar e matar o sogro e a mãe dele; envolvimento de doceria nas mortes é descartado

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Leonardo Pereira Alves e a mãe dele, Luzia Alves

por Thalys Alcântara e Laura Braga

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na noite da quarta-feira (20/12), Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, por suspeita de ter envenenado o próprio sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, de 86 anos.

Leonardo morreu no domingo (17) e Luzia na madrugada de segunda-feira (18), após apresentarem sintomas como vômito, diarreia e dores abdominais.

Inicialmente, a polícia investigou a possibilidade de as mortes terem sido causadas por uma intoxicação alimentar proveniente da ingestão de um bolo de uma famosa doceria de Goiás, mas essa versão já foi descartada.

De acordo com as investigações, a suspeita Amanda teria colocado veneno no suco que foi servido às vítimas. A polícia ainda não divulgou qual substância foi utilizada no crime.

Amanda se apresenta nas redes sociais como psicóloga e terapeuta comportamental, mas o Conselho Regional de Psicologia de Goiás informou em nota que ela não tem registro profissional ativo.

A indiciada foi presa em casa, em Aparecida de Goiânia (Goiás).

“Sou inocente”, diz suspeita de matar mãe e filho envenenados com doce

Presa pela Polícia Civil de Goiás na quarta-feira (20/12) por suspeita de matar o sogro e a mãe dele usando veneno, Amanda Partata Martoza, de 31 anos, disse que é inocente e não matou ninguém.

Os policiais chegaram com Amanda algemada na Delegacia de Homicídios (DIH) em Goiânia, no começo da noite de quarta.

Enquanto caminhava ao lado do delegado Carlos Alfama e de outros policiais, ela disse que é inocente e negou o crime. Amanda chegou na delegacia com um vestido preto e o cabelo jogado sobre o rosto.

“Eu sou inocente, eu não fiz isso, gente. Eu não fiz nada”, disse a suspeita, segundo vídeo do site Mais Goiás.

Relembre o caso

O caso começou a ser investigado na última segunda-feira (18), após a morte de Leonardo. Em um boletim de ocorrência, a esposa dele afirma que Amanda comprou um doce na doceria Perdomo Doces, e que Leonardo, Luzia e a própria suspeita comeram do produto durante a manhã de domingo (17).

Cerca de três horas depois do consumo, Leonardo e Luzia começaram a sentir dores abdominais, além de também apresentarem vômitos e diarreia. Mãe e filho foram internados no Hospital Santa Bárbara, em Goiânia (GO), mas os dois não resistiram e morreram.

Segundo o boletim, Luzia chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva, mas o quadro clínico já estava bastante agravado. Amanda, conforme o relato, comeu a sobremesa em menor quantidade e também teria começado a sentir os sintomas, mas nada muito grave.

Até então, a família das vítimas acreditava que o doce havia causado as mortes por estar contaminado e, por isso, exigiu a investigação. A polícia e outros órgãos de fiscalização, como o Procon Goiás, visitaram as unidades da empresa Perdomo Doces para averiguar os produtos, em busca de irregularidades e evidências da contaminação.

Ainda na segunda-feira (18), o Procon Goiás publicou uma nota dizendo: “Os agentes verificaram informações contidas nas embalagens, datas de fabricação e validade, acomodação e refrigeração dos doces e, nesta ocasião, não foi constatada nenhuma irregularidade nos produtos fiscalizados. As informações e documentação foram repassadas para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, que segue com as apurações”.

Em nota fixa nas redes sociais, a Perdomo Doces se solidarizou com a família das vítimas e disse que está colaborando com as investigações, “para permitir que essa família saiba a causa exata dos óbitos de seus entes queridos”.

A doceria enfatizou que o acesso irrestrito a todas as lojas foi disponibilizado aos órgãos fiscalizadores e que somente neste ano, 346 mil unidades dos produtos da mesma categoria averiguada foram comercializadas e nenhuma ocorrência similar foi registrada.

Por fim, a Perdomo Doces pediu aos clientes que não compartilhassem informações falsas até a conclusão das investigações.

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