Presidente da Câmara de SP entrega vídeo que supostamente mostra padre Júlio a Arquidiocese e MP
O padre Júlio Lancelotti em sua paróquia, na Igreja de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca. Foto de janeiro de 2020 — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo/Arquivo
por Fábio Zanini
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), enviou na segunda-feira (22/1), para a Arquidiocese de São Paulo e o Ministério Público estadual, um vídeo que supostamente mostraria o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua.
O material foi obtido pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), autor de um pedido de CPI para investigar ONGs que atuam na cracolândia e teria o religioso como um dos alvos.
O vídeo, sem autenticidade comprovada, retrata um homem se masturbando.
O Painel mostrou que o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, mandou ofício para Leite em 16 de janeiro solicitando o envio das “denúncias de extrema gravidade” que o vereador disse ter recebido a respeito do padre em entrevista à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
No começo do mês, a Arquidiocese disse acompanhar “com perplexidade” a possível abertura da investigação contra o sacerdote na Câmara Municipal.
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do pároco, afirma que o vídeo é uma montagem e que fica aliviado com o fato de que tenha sido enviado ao Ministério Público, a instância adequada para tratar da questão sem interferência política, diferentemente da CPI e do Legislativo paulistano.
O material entregue por Leite também incluiu um parecer do vídeo feito por um perito e encomendado pelo vereador.
