Preso, miliciano negociava armas dentro da cadeia: “A net não tá boa”

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policia federal rio de janeiro

Foto: Divulgação

Por Daniela Santos

Investigação do Ministério Público e da Polícia Federal aponta que o miliciano Luís Fillipe dos Santos Maia, conhecido como Padim, negociava armas e repassava informações para membros da maior organização criminosa do Rio de Janeiro, mesmo preso. As informações são do portal G1.

Em um dos trechos da conversas, as quais o MP teve acesso, o homem reclamou do sinal da internet de dentro do presídio. “Boa noite mano, Padim aqui, a net não está muito boa porque mexeram na antena hoje. Vai demorar um pouco, mas vê se dá para falar”, diz em conversa com Geovane da Silva Mota, o GG.

Padim está preso desde maio na Penitenciária Estadual Bandeira Stampa, em Gericinó, e faz parte da milícia liderada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Na quinta-feira (21/10), o líder da organização foi denunciado pelo MP, junto com outros 22 integrantes do grupo.

Uma outra conversa interceptada pela investigação mostra Padim negociando a compra de uma pistola com Rodrigo dos Santos, o Latrell, preso em março. O valor do artigo seria de R$ 11 mil.

“Parceiro meu lá está com ela na mão lá que o maluco quer vender (R$) 11 mil”, diz o miliciano. “Alinha com o GG aí, mano”, respondeu Latrell.

Eles também negociaram a venda de um carro da linha HB20 por R$ 4 mil, que seria um veículo roubado. Ainda segundo as investigações, a conta de Padim era utilizada para movimentar o dinheiro fruto das atividades da milícia.

Homicídio

As conversas interceptadas pelo Ministério Público e a Polícia Federal indicam a ligação do grupo com um possível homicídio de Danilo Cunha Durães, conhecido como Robô.

O homem foi registrado como desaparecido na 36ª DP do Rio de Janeiro e o crime será investigado pela Polícia Civil. A suspeita é de que Robô participava de milícia rival de Zinho, sob comando de Danilo Dias Lima, o Tandera.

Os investigadores flagraram conversa entre Geovane da Silva Mota, o GG, e Alan Ribeiro Soares, o Malvadão, sobre um terceiro homem, ainda não identificado, que estaria com o chip usado por Robô.

Um áudio encaminhado por GG detalha que o telefone do rival teria sido destruído.

“Peguei o telefone, fiz o serviço, aí peguei o telefone… fui, dei uma rodada com o carro ainda pra poder… se tiver rastreador, essas paradas, entendeu? Dei uma rodada ainda. Aí depois comprei a gasolina. Aí destruí ele primeiro, quebrei ele todinho no chão, juntei as peças, taquei fogo, depois esperei queimar, juntei as peças, botei dentro de um copozinho e joguei dentro do rio!”

Em outro momento, GG demonstra preocupação sobre o chip ter ido parar no celular de um desconhecido. Depois, ele envia um áudio para Malvadão: “Boa noite, meu irmão! Não, fechou, estamos juntos! Falou tá falado! Demorou! Mas mesmo só preocupação que é… bagulho é homicídio, né irmão? Sinistro, né irmão! Mas demorou! Só mesmo por via das dúvidas mesmo!”.

 

 

 

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