Prisão domiciliar de Bolsonaro é um freio necessário até julgamento, diz líder do PT

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O deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, durante entrevista à coluna Mônica Bergamo em seu gabinete - Pedro Ladeira/Folhapress

O líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias, disse que a prisão domiciliar imposta a Jair Bolsonaro (PL), pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é um freio necessário contra o ex-presidente.

“Um ex-presidente que conspira com potências estrangeiras para enfraquecer seu próprio país não está apenas afrontando a Justiça, mas traindo os fundamentos constitucionais da República. A prisão domiciliar é um freio necessário até o julgamento final, que tende à sua condenação definitiva e ao início da execução da pena”, escreveu Lindbergh em sua conta no X (antigo Twitter).

“A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro não se deu apenas pelo descumprimento de [medidas] cautelares, mas pela constatação de que ele continua agindo contra o Estado Democrático de Direito. Como apontou o ministro Moraes, Bolsonaro tem feito a ‘busca de apoio de autoridades e políticos norte-americanos para deslegitimar as instituições brasileiras’, em articulação com atores internacionais hostis ao país”, escreveu.

Ainda em sua publicação, Lindbergh apontou para articulação de Bolsonaro e seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na trincheira do tarifaço de Donald Trump. “Mais grave ainda: Jair Bolsonaro passou a dar ‘apoio a sanções econômicas impostas por Estado estrangeiro ao Brasil’, numa ofensiva aberta contra a soberania nacional”, escreveu o petista.

A sobretaxa de 50% a produtos brasileiros tem sido usada como objeto político para negociar a anistia do ex-presidente nos processos que enfrenta. Segundo relatos, Eduardo Bolsonaro trabalhou junto ao governo americano para que as sanções contra Moraes ofuscassem o tarifaço, sendo anunciadas com poucas horas de diferença.

Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais e presidente do PT, direcionou sua publicação aos presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do Partido Progressistas, Ciro Nogueira. Os dois partidos criticaram o discurso feito no domingo (3) pelo presidente Lula sobre o tarifaço de Trump, dizendo que o presidente adota uma “retórica confrontacional”. No texto, Gleisi afirma que os líderes precisam decidir se apoiam os interesses do Brasil ou os de Bolsonaro.

“Ao contrário do que dizem os presidentes do UB e do PP, não foi o presidente Lula que buscou o confronto com o governo dos EUA. Não foi ele que impôs tarifas nem interferiu na Justiça de outro país. Quem provocou as sanções de Trump foi a família Bolsonaro, num ato de traição ao Brasil e ao nosso povo”, escreveu a ministra.

“Espantoso é que esses presidentes de partidos políticos brasileiros não se manifestem sobre essa conspiração contra nossa soberania nem sobre os parlamentares que a apoiam, principalmente o deputado filho de Jair Bolsonaro que está nos EUA agindo contra o Brasil. Precisam dizer de que lado estão: dos interesses do Brasil ou dos interesses de Bolsonaro”, afirmou Gleisi.

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